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  • IBGE aponta que 123 milhões de jovens brasileiros não praticam atividade física
  • 08/06/2017 - Assessoria de Imprensa
  • Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
     
    Praticar esporte significa ter mais saúde, lazer, educação. Através de atividades físicas, há maior possibilidade de inserção social e de cidadania.

     

    Minha gente, sempre pensei assim. E, seja como sindicalista ou parlamentar, procurei e procuro, sempre que possível, incentivar tal prática, até como forma de combate às drogas.

     

    Portanto, fico triste ao saber que 123 milhões de jovens brasileiros, com 15 anos ou mais, se mantêm alheios aos benefícios do esporte, segundo pesquisa feita pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

     

    Os principais motivos apresentados são falta de tempo (38,2%), falta de interesse (35%), problemas com saúde ou idade (19%), entre outros menos votados.

     

    Sabemos que o governo brasileiro, historicamente, nunca teve uma política esportiva clara e eficaz.

     

    Com o Mundial de futebol em 2014 e as Olimpíadas do Rio em 2016, o interesse governamental aumentou, é certo. Mas, a meu ver, em busca de resultados puros e simples, que de nada adianta para transformar o País enquanto referência no setor.

     

    Passados os grandes eventos, a tesoura trabalhou impiedosa, com cortes verticais em investimentos na área.

     

    Quando se sabe que mais de 4,5 milhões de jovens (entre 17 e 25 anos) estão desempregados e há grande percentual de evasão escolar, a situação só faz piorar.

     

    Além disso, a política neoliberal de Temer sacrifica os trabalhadores, com jornadas longas. A competitividade imposta, transforma pessoas em máquinas. É desumana. Tempo para atividade física fica difícil.

     

    Os pesquisadores do IBGE chegaram à conclusão de que, em comparação com três a quatro décadas atrás, estamos nos movimentando cada vez menos.

     

    Ou seja, socialmente estamos regredindo. E isso é um perigo para o futuro da Nação.

     

    A forte crise política e econômica pela qual o Brasil vem passando, afeta de forma decisiva o interesse das pessoas pelo esporte, pois parte expressiva da população brasileira está sem emprego e, portanto, sem dinheiro.

     

    O caso é grave. O país fincou o pé em sua condição de terceiro mundo. E, infelizmente, não há muito o que fazer: a nossa sociedade vai caindo cada vez mais nas malhas do sedentarismo.

     

     

     

    Ramalho da Construção

    Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

     

     

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