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  • Ministério precisa de 8 mil auditores, mas conta, hoje, com apenas 2.366
  • 05/02/2018 - Assessoria de Imprensa
  • Talvez pelo setor da construção civil estar, infelizmente, nos primeiros lugares do ranking de acidentes de trabalho no Brasil, nós do sindicato de defesa da classe em São Paulo, costumamos antecipar problemas estruturais que podem afetar a integridade física de quem executa suas funções em canteiros de obras.
     
    Quantas e quantas vezes não denunciamos atividades de maus patrões, possibilitada, em boa parte, pela falta de fiscalização institucional. Assim, nossa gente ou morre ou fica mutilada por ocorrências que poderiam sim ser evitadas.
     
    A falta de fiscais vem sendo sentida pela categoria a bons pares de anos. E agora, só agora, o óbvio começa a transparecer.
     
    A mídia vem destacando o desmonte do Ministério do Trabalho. Seriam necessários 8 mil auditores e, no momento, o órgão só conta com 2.366. Se bem que o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sinait) aponta o total de 3.644 cargos criados. Mas há boa parte deles em férias ou afastados por problemas de saúde.
     
    O Sinait adverte: o número é muito inferior ao necessário para atender o mercado de trabalho no Brasil. Também está abaixo do recomendado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), para quem seriam necessários pelo menos oito mil auditores. Isto tudo sem contar que o Ministério do Trabalho vem, paulatinamente, perdendo recursos no Orçamento.

    A degradação das relações entre capital e trabalho surge como nervo exposto.  Há tempos, se trabalha em péssimas condições.
     
    Nosso sindicato, o Sintracon-SP, faz sua parte. E, em suas
    permanentes visitas aos canteiros, denota inúmeras irregularidades, que podem ser fatais.
     
    Segundo o Sinait, não existem veículos suficientes para fiscalização. “Muitas vezes utilizamos nosso carro particular. E chegamos ao ponto de não ter equipe de faxina nas repartições. Se as coisas continuarem assim, muitas regionais serão desativadas. E quem vai perder será o trabalhador”, afirmam agentes do órgão.
     
    Que ninguém duvide. Depois da reforma trabalhista, o próximo passo do governo contra os trabalhadores pode ser a extinção do Ministério do Trabalho.
     
    Ramalho da Construção

     

    Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP
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