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  • Prédio desaba no Centro de SP
  • 01/05/2018 - Artigo
  • É lamentável, em pleno Dia do Trabalho, ter de comentar uma catástrofe de grandes proporções como a ocorrida com o incêndio e posterior desabamento do prédio, de 24 andares, localizado no Largo do Paissandu, região central da cidade de São Paulo.

    Triste porque o edifício era irregularmente ocupado por cerca de 90 famílias. E, se tanta gente sobrevive em tais condições, é porque o governo brasileiro só sabe andar para trás, acumulando desemprego (perto de 14 milhões) e aumentando mais e mais o abismo entre as elites e os pobres.

    A insegurança jurídica e a falta de uma política habitacional levam a esse tipo de absurdo. Mas invasão de prédios públicos é crime. Vi que uma senhora grávida foi resgatada presa a um pacote de drogas. Crime organizado? Lógico. Situação de vida desumana? Também.

    É preciso rigor na apuração do caso. Vidas em jogo. As causas, especialmente as sociais, precisam vir a público, doa a quem doer.

    Em nota, a Secretaria de Habitação disse que realizou seis reuniões com as lideranças da ocupação, entre fevereiro e abril, para esclarecer a necessidade de desocupação do prédio, por conta do risco e da ação judicial.

    A Prefeitura de São Paulo estima em cerca de 70 prédios ocupados na região central com aproximadamente 4 mil famílias. Trata-se de uma estimativa uma vez que em sua maioria são prédios particulares. Nestes casos, cabe ao proprietário ações junto à justiça e às lideranças da ocupação.

    Vale ressaltar que a Secretaria Municipal de Habitação criou, em 2017, um Núcleo de Mediação de Conflitos que monitora 206 ocupações em toda a cidade com cerca de 46 mil famílias. Desse total, 25% da atuação do grupo ocorre em ocupações na região central, com 3.500 famílias. Para essas ocupações, o grupo atua no sentido de buscar uma solução conciliada com a desocupação voluntária e sem confronto.

    Essa questão de invasão de próprios (públicos e privados) cheira a oportunismo. Os moradores de ocupação pagavam R$ 400 de aluguel no prédio que desabou. E o dinheiro era usado para “pagar despesas e até porteiro”, pode...

    As autoridades, a meu ver, precisam é acabar de fazer média com assuntos do gênero, pondo em risco a vida e a dignidade do brasileiro.


    Ramalho da Construção

     

    Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP) 
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