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  • As Forças Armadas estão aí para defender a soberania do Brasil. Não para intervir e governar
  • 30/05/2018 - Artigo
  • Tenho acompanhado, com cautela e atenção, a justa greve dos caminhoneiros que parou o Brasil. Publicamente, dei o meu apoio à paralisação. Pois, assim como a esmagadora maioria da sociedade, não estou contente com a política econômica do governo Temer e, principalmente, com a reforma trabalhista e da Previdência, que Brasília ainda não desistiu de fazer.

     
    Temos mais de 28 milhões de desempregados ou subempregados. Em favor das elites, Michel Temer quer calar a voz dos trabalhadores enfraquecendo seus legítimos representantes, que são os sindicatos. A construção civil, setor de meu total conhecimento, perdeu mais de 1 milhão de postos de trabalho, assim como outros importantes segmentos de nossa economia. O Governo Federal, portanto, é um desastre, com o povo latindo no quintal para economizar cachorro.


    A manifestação é justa. Mas tenho visto diversas manifestações a favor de um golpe ou de uma intervenção militar. Quem as defende é gente jovem. Não têm idade, como eu, que senti na pele a época da ditadura, iniciada em 1964.

    Naquele período, minha gente, o povo não tinha nem voz nem vez. Os militares estão acostumados à caserna, onde o tratamento é absolutamente hierárquico, na base do cumpra-se e não discuta.


    Lutei muito pelo restabelecimento da democracia em nosso País. Fui perseguido. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, que hoje tenho a honra de presidir, sofreu intervenção, com a destituição de grandes quadros.


    Uma coisa é golpe militar, onde, acima, demonstrei suas consequências. Outra, prevista em Constituição, é intervenção militar como, aliás, ocorre no Rio de Janeiro, devido à perda de controle de situação de um governo fraco, sem pulso e repudiado por 95% da Nação.


    Intervenção pode-se até discutir, uma vez que o Brasil saiu dos trilhos e seu povo está ao Deus dará, mergulhado no desemprego e com dívidas crescentes.


    Não podemos esquecer que tal situação não é exclusivamente da administração Temer. Vem de antes, do governo petista, cuja intenção, ao represar preços de combustíveis, era pouco técnica e muito eleitoral. Queriam os petistas se manterem no poder a qualquer custo. Deu no que deu.


    Todavia, tanta barbaridade se conserta com a democracia, com o confronto de ideias, com voto na urna.

     

     
    Torno a repetir: intervenção militar para levar o Brasil até as urnas de forma ordeira e pacificada é plausível de discussão. Já a volta da ditadura, jamais. Seria pensar no século passado. O mundo mudou. E as Forças Armadas, aliás, sabem muito bem disso.


     

    Ramalho da Construção

     

     

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