palavra do presidente
  • Queda na venda de materiais de construção demonstram estagnação e retrocesso
  • Queda na venda de materiais de construção demonstram estagnação e retrocesso
  • Um dos mais importantes segmentos econômicos do nosso País é o da Construção Civil. Seus números denotam crise sem precedentes e que dela não sairemos tão cedo.
     

    Tomo como exemplo o faturamento deflacionado da indústria de materiais de construção.


    Em novembro último, a queda foi de 8,6% na comparação com outubro.


    Em relação ao mesmo mês de novembro de 2015, o setor experimentou uma diminuição de 14,5% em suas vendas.


    A retração, no acumulado de 2015, é de 12,4%, de acordo com pesquisa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).


    Tais números se devem, de forma óbvia, à recessão econômica e suas consequências sobre emprego, renda e crédito, que continuam a impactar negativamente o nosso mercado.


    Estou com o presidente da Abramat, Walter Cover.


    Enquanto não houver uma política contundente de crédito viável, juros acessíveis, o desenvolvimento de programas de recomposição, além de acordos de compromissos mútuos entre governo e empresas, a situação do mercado de materiais tende a permanecer negativa em 2017. 


    Nos últimos três anos, a queda das vendas da indústria de materiais alcançou 33%. Já o nível de emprego na indústria em novembro apresentou queda de 6,3% frente ao mesmo período do ano passado.


    No acumulado do ano a redução foi de 8,9%.O Brasil não está apenas parado, mas retrocedendo.


    Ramalho da Construção

    Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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