PUBLICADO EM 06/06/2019

 

Em vez de construir obras, a empresa constrói dívidas gigantescas, não paga seus fornecedores e penaliza o trabalhador

 

À zero hora do próximo dia 10 de junho, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) vai paralisar as 16 obras que a Gafisa tem na cidade de São Paulo.

 

Na opinião do líder do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, em vez de construir obras, a empresa vem construindo dívidas gigantescas, desde que abriu moratória para aumentar seu caixa e valorizar suas ações.

 

Na época, seu presidente era um coreano chamado Mu Hak You, que comprou cerca 37% das ações da Gafisa, assumiu o controle e começou a fazer verdadeiros absurdos contra os operários.

 

“A moratória, todavia, foi danosa para os empreiteiros que trabalham para a construtora e não recebem qualquer tostão há meses. O calote, obviamente, influi nas relações entre capital e trabalho. Os trabalhadores estão vivendo um drama, com pagamentos atrasados, sem pagamento de férias e recolhimento de Fundo de Garantia”, diz o líder Ramalho da Construção. E continua:

 

“O coreano, cuja gestão conseguiu acabar com a Gafisa, uma das mais conceituadas empresas do mercado, caiu fora. Em seu lugar vieram novos investidores, que se preocupam muito mais com publicidade e montagem de luxuosos estandes de vendas e muito menos em pagar pelo passivo”, salienta o sindicalista.

 

O Sintracon-SP conversou com a Gafisa, mas sem sucesso. Daí o motivo da greve do próximo dia 10 de junho.

 

“A paralisação será por tempo indeterminado, até que os donos da Gafisa resolvam arregaçar as mangas e pararem de brincar de prejudicar a vida alheia e, também, dos consumidores que compram seus produtos”, conclui Ramalho da Construção.

 

Sintracon-SP

Assessoria de Imprensa

AJJ – MT – 12.597 – 99907.3509

Contato com Ramalho – 99734. 5122

 

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