Por decisão unânime dos 98 operários do canteiro, a obra da Construtora Transvia, localizada na região de Perus, foi paralisada na manhã desta quinta-feira (21). As atividades foram interrompidas devido a falta de pagamento da majoritária à uma das empreiteiras, o que provocou o atraso no salário de 45 trabalhadores.

O presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, repudia a irresponsabilidade da Construtora Transvia.

“Infelizmente estamos acostumados com esse tipo de comportamento das construtoras. Elas nunca têm dinheiro para pagar o salário dos trabalhadores. Por que elas não vendem seus carros de luxo e seus apartamentos de alto padrão para quitar suas dívidas com os operários, que amanhecem e anoitecem nos canteiros em busca do pão e do leite para suas famílias?”, questiona o presidente.

Ademais, Ramalho elogia a mobilização da classe operária, que, com coragem e conscientização sindical, paralisou praticamente sozinha as atividades, bloqueando até a entrada dos funcionários da administração da obra.

“Os operários, juntos, tomaram a iniciativa de parar a obra em solidariedade aos companheiros que ainda não receberam seus pagamentos. A coragem e a força da união da classe, com toda certeza, inspiraram os trabalhadores para tomarem essa decisão. Parabenizo aqui a conduta destes companheiros. O sindicato, por sua vez, acompanhou de perto a ação e deu o suporte necessário aos trabalhadores”, afirma Ramalho.

Entenda o caso

Na obra, onde operam duas empreiteiras, a majoritária pagou apenas uma, a Candeias. A New Still, entretanto, não recebeu os pagamentos da Transvia. Por esse motivo, a empreiteira não tem capital suficiente para arcar com os custos de seus funcionários. Os 45 trabalhadores não recebem, há dois meses e, além disso, não é oferecido café da manhã e café da tarde na obra.

Os trabalhadores prometeram voltar às atividades apenas quando receberem seus pagamentos e depois da regularização das condições de trabalho, baseadas na última convenção coletiva assinada pela classe operária e pelo sindicato patronal, o Sinduscon-SP.

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