20 de junho -Dia de convocação

O Esquenta Greve Geral começou na madrugada da terça-feira, 20, com a distribuição de panfletos, cartazes e adesivos. O trabalho das entidades sindicais destaca a importância das mobilizações do dia 30 de junho, que confrontam as reformas propostas pelo presidente da República, Michel Temer.
 
O presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, vê o “Esquenta” com bons olhos.
 
“Vemos que o movimento sindical trabalha duro para manter os direitos dos trabalhadores. Mesmo faltando 10 dias para as mobilizações, os sindicalistas já estão nas ruas distribuindo matérias de apoio. Essa é a nossa missão e sempre lutaremos por ela, até o nosso último suspiro”, destaca Ramalho.
 
“O Brasil vai parar de novo”
 
A afirmação das Centrais Sindicais, escrita nos materiais de apoio a greve, dá ênfase às outras quatro mobilizações realizadas pela classe trabalhadora. A primeira, no dia 8 de março, reivindicou pela igualdade judicial e social para homens e mulheres, além de gritar pelo fim da reforma da Previdência. No dia 15 de março e 28 de abril, as ruas ficaram vazias. A maioria dos setores fechou as portas, afrontando a terceirização e as reformas trabalhista e previdenciária. Para consolidar ainda mais as lutas, pela quarta vez no ano, no dia 24 de maio, a classe trabalhadora foi às ruas e gritou pelas Diretas Já em Brasília.
 
Situação
 
As reformas são votadas pelos parlamentares e senadores. O texto da Reforma Trabalhista (aprovado no dia 27 de abril, na Câmara dos Deputados, com 296 votos a favor) tramita no Senado Federal. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), aprovou, no dia 6 de junho, por 14 votos a favor e 11 contra, o relatório da proposta. Agora, antes de ir ao plenário da Casa, o texto passará pela Comissão de Assuntos Sociais e ainda pode ser avaliado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.
Já a reforma da Previdência, apresentada pelo Arthur Maia (PPS-BA), relator do processo, foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados no dia 3 de maio.  O texto, atualmente, tramita na Casa e precisa da aprovação de 308 parlamentares, dos 513, para dar continuidade ao processo. Se aprovado, a proposta será enviada ao Senado Federal, onde, democraticamente, pode ser encaminhado ao presidente da República, Michel Temer, para ser sancionada.

 

 

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