8 milhões de pessoas trabalham em condições piores do que foi acordado

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística), pela primeira vez, realizou uma pesquisa para medir o grau de satisfação dos trabalhadores brasileiros, baseado nas condições de trabalho oferecidas. Cerca de 8,324 milhões de trabalhadores estão insatisfeitos e consideram as condições de trabalho piores do que acordado no ato da admissão.
 
Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, o resultado da pesquisa destaca ainda mais a necessidade de existir um sindicato do lado do trabalhador.
 
“Cerca de oito milhões de trabalhadores assumem que o empregador não cumpre com o prometido. Esse número é alarmante. Só nos mostra o quão importante é o trabalho dos sindicatos. Na construção civil, entretanto, encontramos diversos casos de destrato, principalmente em ambientes insalubres e inseguros, sem contar com os atrasos salariais. Por isso, reforço: a reforma trabalhista, que enfraquece o trabalho dos sindicatos, não pode ser aprovada no Senado Federal. Devemos lutar contra essa proposta, trabalhadores”, comentou o presidente Ramalho.
 
Números
 
De acordo com o IBGE, 6,2% dos 51 milhões de entrevistados relatam que a jornada de trabalho realizada é maior do que a acordada, e 4,3% dizem que o salário é menor do que o prometido.
 

 

Além da jornada e do salário, os riscos de mortes nos ambientes de trabalho são altos: 15,8% dos trabalhadores consideram as condições de segurança e salubridade ruins. Quanto aos benefícios: 58,6% não recebem auxílio-alimentação; e 51% não possuem benefícios sociais.

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