A Previdência sob ataque cerrado

( Foto: Divulgação)
Sim. Nunca antes se assaltou tanto o erário na história desse País como atualmente.
O PT de Dilma Roussef sangrou em arena pública touros antes indomáveis como o da Petrobras e tantas outras empresas estatais.
Assim sendo, o governo interino de Michel Temer herdou retração econômica, crise política e rombos no orçamento.
Isso tudo, até zebra de zoológico entende.
Mas o que se esperava de Temer? A recondução do País aos trilhos do desenvolvimento, lógico. No entanto, nada vemos além de atentados ao trabalhador, como o da reforma da Previdência Social, por exemplo.
A cantilena dos inaptos voltou a ser entoada. O rombo da Previdência é imenso, algo elefantal.
O governo afirma isso como se a Previdência também não tivesse participado da onda de assaltos notórios praticados contra a sociedade…
Por que os governos nunca mostraram a planilha completa, mostrando as sete fontes de receitas que sustentam a Previdência? Por que será que nunca apresentaram?
A pergunta vem do Sindicato Nacional dos Aposentados, o Sindnapi, do qual tenho a honra de ser associado.
Informa o bravo Sindnapi que agora Temer convocou um “instituto” para legitimar o discurso apresentado, de que a Previdência é o grande mal do Brasil e que se faz necessário, dentre outras medidas absurdas, a implantação urgente de uma idade mínima para a concessão das aposentadorias.
Tudo caçapa cantada. Jogo viciado. O que se quer é punir a classe trabalhadora brasileira, poupando bancos, empresários, a elite de sempre.
Como não poderia deixar de ser, o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical não reconhece o parecer do tal instituto.
Compreende, com meu total apoio, a necessidade de que a Previdência Social seja ajustada em alguns pontos, tais como:
1) intensificar a fiscalização para evitar a evasão de aproximadamente R$ 374 bilhões não repassados por empresas;
2) combate às fraudes nas concessões de benefícios via auxílio-doença, no sentido de evitar a “indústria da aposentadoria”;
3) fim da isenção a entidades filantrópicas;
4) desoneração para setores industriais;
5) concessão de aposentadoria para quem nunca contribuiu, entre outros.
Quero, em nome de meu amigo Carlos Ortiz, presidente do Sindnapi, e também no de João Inocentini, presidente licenciado daquela entidade, parabenizar a lucidez das propostas apresentadas.
Não podemos reconhecer institutos e outras marionetes políticas utilizadas para legitimar posições que não correspondem à realidade do povo brasileiro, nem das entidades representativas dos trabalhadores.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

 

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