Acidente de trabalho mata um a cada quatro horas e meia

É uma vergonha que o Brasil esteja no ranking mundial dos países onde há mais acidentes de trabalho. Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, desenvolvido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2017 pelo menos um trabalhador brasileiro morreu a cada quatro horas e meia vítima de ocorrências nefastas no ambiente de trabalho.

 

Costumo dizer, devidamente alicerçado em minha longa experiência em canteiros de obras, que não há acidente. Isto porque, quando rigorosa análise é feita, sempre se descobre falha humana. Ou não se observou critérios e normas de segurança ou é fadiga de material utilizado, muitas vezes de segunda ou de terceira categoria.

 

Ainda de acordo com o Observatório, entre 2012 e 2017, a Previdência Social gastou mais de R$ 26,2 bilhões com o pagamento de auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, auxílios-acidente e pensões por morte de trabalhadores. Ou seja: segundo o estudo, o País perde, anualmente, 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com gastos decorrentes de “práticas pobres em segurança do trabalho”.

 

Segundo o procurador do Trabalho, Luís Fabiano de Assis, no ano passado, estas perdas custaram à economia do país cerca de R$ 264 bilhões. O setor da construção responde por 2,4%.

 

A verdade é que estas mortes ocorrem por descumprimento de normas de segurança e saúde por parte das próprias empresas. Não são acidentes, mas incompetência e irresponsabilidade mesmo, portanto, crimes.

 

Ramalho da Construção

 
 
Presidente do Sintracon-SP

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