Adeus cidadania. Trabalho sem carteira supera emprego formal

Ter carteira de trabalho assinada é indispensável condição de cidadania. A pessoa trabalha com direito a 13º salário, férias, horas extras, saúde e uma autêntica rede de proteção institucional como previdência e FGTS. Mas, roda moinho, roda viva. O neoliberalismo implantado pelo Governo Federal fez a vida girar para pior com a terceirização desenfreada e a reforma trabalhista. E veio o resultado.
 
Dados divulgados em 31 de janeiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam: o número de pessoas que trabalham por conta própria ou em vagas sem carteira assinada superou o daqueles que têm um emprego formal pela primeira vez em 2017. E oíndice de desemprego encerrou o ano em 11,8%, com 12,3 milhões de trabalhadores desocupados.
 
Afirma o IBGE que 2017 se encerrou com 34,31 milhões de pessoas trabalhando por conta própria ou sem carteira, contra 33,321 ocupados em vagas formais. Ou seja, a cidadania vai-se perdendo com extrema rapidez.
 
Somos não apenas trabalhadores, mas brasileiros nas garras da informalidade, párias na sociedade.
 
Para o capitalismo selvagem, não interessa o sindicalismo, mas sim o enfraquecimento paulatino das entidades de defesa da classe trabalhadora. E mais: a qualidade do emprego não melhorou, piorou.
 
Sempre tendo como base dados oficiais do IBGE, 2017 encerrou com o menor número de pessoas empregadas com carteira assinada desde 2012. O ápice do emprego formal foi em 2014, com 36,6 milhões de trabalhadores empregados sob o regime CLT. De lá para cá, 3,3 milhões de vagas formais foram fechadas.
 
Números não mentem. A filosofia do regime tem como moradia o enfraquecimento do trabalho perante o capital.
 
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB 

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