ARTIGO – Atos por mudanças na reforma da Previdência

16/12/2016 – Ramalho da Construção
 
Acompanho as mudanças que o governo pretende fazer na Previdência. 
 
Se vê, claramente: os burocratas de gaveta, elaboradores das propostas, nunca encheram uma laje e nem trabalharam duro no chão da fábrica.
 
Trabalhadores hoje no mercado -e fora da regra de transição -terão de permanecer no batente mais do que o dobro do tempo exigido pelas regras atuais para ter direito à aposentadoria integral.
 
Pelos meus cálculos, só conseguirão isto por volta dos 70 anos ou mais, ou seja, quando derem entrada com a papelada, o atestado de óbito será documento indispensável. Uma vergonha!
 
O governo não pensa em outra coisa a não ser mexer em direitos da classe trabalhadora. 
 
O Brasil tem, hoje, mais de 12 milhões de desempregados. E o problema afeta principalmente os jovens e os veteranos.
 
Ora, se não há emprego, como contribuir e contar tempo?
 
 
 
Cobrar a dívida das elites junto à Previdência, que está na casa do trilhão, o governo não quer…
 
Estive em reunião da Executiva Nacional da Força Sindical. Meus amigos sindicalistas, obviamente, demonstram profundo descontentamento. Diria mais: estão em pé de guerra.
 
A Executiva decidiu programar atos contra a proposta de reforma da Previdência e aprovou um calendário de lutas e mobilizações, que acontecerão nos meses de janeiro, fevereiro e março.
 
O calendário da Força
 
As primeiras manifestações serão organizadas pelos aposentados, com a realização de atos, no dia 24 de janeiro, em vários estados.
 
Já para o dia 25 de janeiro está programado um grande ato na Praça da Sé, em São Paulo, organizado pelo Sindicato Nacional dos Aposentados da Força Sindical. 
 
Os sindicalistas também decidiram que irão realizar, nas primeiras semanas de fevereiro, manifestações nas capitais dos estados para alertar e esclarecer a população sobre os exageros da PEC da Previdência. 
 
Nesse período, eles também vão conversar com os parlamentares visando sensibilizá-los sobre a necessidade de mudanças na PEC.
 
“Os principais pontos da reforma proposta pelo governo são injustos e prejudicam os mais pobres. Somos contra a proposta do governo e vamos insistir nas mudanças”, disse o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, durante a reunião que contou com a presença de cerca de quatrocentos sindicalistas.
 
A Força também vai lutar por uma Previdência universal e sem privilégios.
 
É isso aí. Quando a água se agita, a lama sobe. Em meio a tantas notícias de corrupção e má governança, o governo quer que o povo pague a conta…
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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