Artigo – Crise no sistema público federal de saúde

O brasileiro trabalha cinco meses do ano exclusivamente para pagar impostos. 

 

Aliás, impostos são a única fonte do governo federal que, em troca, deve dotar a população de saúde, educação, habitação, infraestrutura etc. etc.

 

Pois bem. Vamos analisar a saúde, que é o bem mais precioso do ser humano.

 

Acabo de ler no Estadão que as administrações de Dilma e de Temer, juntas, somam 1.158 novas unidades do Sistema Único de Saúde fechadas por falta de verba de custeio e falha de planejamento.

 

Informa o Estadão que segundo dados do Ministério da Saúde, estão nesta situação 165 UPAs e 993 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

 

“Considerando o custo unitário médio de construção de cada um desses tipos de estrutura, estima-se que o Ministério da Saúde tenha gasto mais de R$ 1 bilhão com obras de serviços jamais inaugurados”, afirma o jornal.

 

Diante deste verdadeiro câncer que corrói a saúde da nossa sociedade, o que fazem os burocratas de Temer em Brasília? Lançam projetos de lei destinados a ferrar trabalhador e enfraquecer seus lídimos representantes, os sindicatos.

 

Tenho a honra de presidir o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, o Sintracon-SP. Lá, para melhor servir o associado e seus familiares, temos ambulatório médico e odontológico com mais de vinte profissionais especializados fazendo consultas e tratamento a custo zero (sócios) e apenas R$ 6,00 para dependentes.

 

Por ano, os ambulatórios atendem a dezenas de milhares de trabalhadores, de forma igual ou melhor do que qualquer posto de saúde público.

 

Isso não acontece apenas no Sintracon-SP. São incontáveis as entidades de defesa do trabalhador que fazem a mesma coisa, diuturnamente.

 

Só com a mensalidade dos associados, tal sistema não para em pé.

 

Eu me atrevo a afirmar que, se a reforma trabalhista passar do jeito que está, tais ambulatórios sofrerão cortes substanciais e, em alguns casos, até fecharão.

 

Enfermo, o trabalhador terá, forçosamente, de procurar atendimento no sistema de saúde do governo. Um sistema falido.

 

“O caso das mais de mil unidades de saúde prontas, mas fechadas é, para especialistas, apenas um dos exemplos de como o descompasso entre as decisões federais e as necessidades locais têm desperdiçado bilhões de reais”, diz o Estadão.

 

Eu concordo. E você, trabalhador. E você, trabalhadora?

 

 

Ramalho da Construção

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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