ARTIGO – Fiscalização severa é a vacina contra carro engripado

Nem bem o sol desponta e você já está entrando no seu carro para ir trabalhar. Vida de gado, vida de gado.
 
Ajeita retrovisores, o banco, põe o cinto de segurança e dá a partida. O carro rateia. Tenta de novo. O carro parece ter acordado de mau humor…
 
Você, já nervoso, pensa: “Será um dia daqueles”.
 
Enfim o motor pega. Aos solavancos, a prudência pede que o motorista espere uma oficina abrir e consulta o mecânico. Papo vai, papo vem, a bateria corre o risco de ser trocada, aquelas coisas de “rebimboca da parafuseta” e, por fim, o diagnóstico final: ” O combustível é ruim. Está adulterado. O posto não é confiável etc.”
 
Pergunto ao amigo, pergunto à amiga, quem não passou por isso? É o claro golpe da gasolina batizada. E o dono do carro caiu nele.
 
Pois bem. Geraldo Alckmin e João Dória (governador e prefeito de São Paulo, respectivamente), decidiram acabar com o problema naquela que é uma das maiores cidades do mundo.
 
No dia 20 de fevereiro, assinaram parceria para desenvolver rigorosa fiscalização dos postos de gasolina, numa luta contra a nociva prática de adulteração de combustível.
 
Imediatamente após a assinatura foram pessoalmente para a primeira ação e lacraram um posto que apresentava diversas irregularidades.
 
Eu, que já fui vítima do golpe, quero parabenizar Alckmin e Dória pela iniciativa.
 
Estado e Município estão unindo forças para autuar a desonestidade no comércio de combustível.
 
“É só o início. Tolerância zero para esse desrespeito com a população”, disse o prefeito.
 
A atitude não poderia ter sido mais positiva, pois combustível pirata e pichador, nenhum cidadão de bem aguenta, não.
 
Ramalho da Construção

 

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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