Artigo – O governo e seus leilões

Leio, no jornal O Estado de S. Paulo, que para garantir reforço do caixa at, o governo federal vai acelerar o trâmite de alguns leilões, que fazem parte de um recém-lançado pacote de concessões.
 
Michel Temer vai se utilizar de algumas medidas, entre elas, diminuir o prazo de entrega das propostas.
 
O objetivo é garantir que o dinheiro arrecadado com as licitações entre no caixa da União até o fim de 2018 e contribua para o alcance da meta fiscal. O prazo daria oportunidade, também, para que empresas com regras corporativas mais rígidas, possam participar dos leilões.
 
O pacote prevê a concessão de 57 projetos, com previsão de arrecadação de R$ 40 bilhões. E há quem diga que, de tanto privatizar, o governo adota postura de querer vender o Brasil.
 
Confesso que nunca fui muito a favor de privatizações, especialmente de setores ligados à segurança do País e pública. Mas julgo que a questão está acima de quaisquer ideologias. Sim, pois a administração petista de Dilma Roussef legou ao Brasil uma dívida de R$ 200 bilhões.
 
“Se o governo comprar um circo, o anão cresce”. Essa frase, salvo engano, é do economista Delfim Netto. Pela minha experiência de vida, como sindicalista e parlamentar, concordo com ele. Infelizmente, estatais, historicamente, sempre foram usadas para manobras pouco republicanas e como cabide de empregos.
 
Há que se ter bom senso nas concessões. O governo brasileiro precisa, nelas, reservar princípio de veto. E os trabalhadores das privatizadas não podem sofrer demissões injustificadas.    
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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