Artigo – Temer lança programa “Minha casa Caiu”

O mau cheiro dos porões chegou aos salões do Palácio do Planalto, com o presidente sendo pego no pulo, pedindo que, através de propinas, se compre o silêncio de presidiário.
Desta vez não há espaço para o “que se prove isso”. Tudo foi gravado e, em outras ações, filmado, com dinheiro rastreado pela Polícia Federal.
O Brasil é o País da piada pronta. Já estoura nas redes sociais que Temer acaba de lançar o programa “Minha Casa Caiu”.
O que assistimos na noite de 17 de maio foi uma das maiores vergonhas já vistas desde que Cabral descobriu o Brasil.
Esse governo neoliberal, que defende o capitalismo selvagem e, portanto, os interesses das elites, perdeu toda e qualquer credibilidade.
Desde que assumiu o poder só pensa em prejudicar a classe trabalhadora, tirando seus direitos sob o pretexto de fazer com que a economia retorne aos trilhos.
Em vez de combater o desemprego, fez o índice subir de 11 milhões para 15 milhões.
Deveria – se honesto fosse – acionar na Justiça os grandes devedores da Previdência. Um dos maiores, aliás, é a JBS, autora da denúncia que abalou Brasília. Ao todo, esses sonegadores devem R$ 426 bilhões.
A amoralidade é tanta que propinas são pedidas em plena Operação Lava Jato, com gente querendo dinheiro sujo para se defender de ter recebido dinheiro sujo.
Eu sei que o povo brasileiro está indignado. Assim como eu, quer sair às ruas, batendo canelas e exigindo Justiça.
Não descarto tal atitude. Mas o momento é grave, pois precisamos salvaguardar não os políticos, mas as instituições responsáveis por manter a Nação em estado democrático de direito.
Que as provas gravadas venham a público. Que o batom na cueca seja exibido a um povo combalido, de carteira vazia, sem emprego e sem ter como quitar modestas dívidas.
Concluo com a pergunta que não quer calar: como a imoralidade reinante se atreve a votar projetos que tiram direitos dos trabalhadores?
 
Ramalho da Construção

 

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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