ARTIGO – Trabalhador brasileiro não vive. Tenta sobreviver!

A história da classe trabalhadora no nosso País é uma novela recheada de agruras, percalços, descontentamentos e incerteza quanto ao dia de amanhã.
Se os jovens de nossos dias se sentem injustiçados e julgam que tal sentimento é novidade, que percam um tempinho e ouçam seus pais e avós. Eles certamente responderão que, em outros tempos, a tortura era a mesma. E contínua…
O sindicalismo, é certo, fez companhia ao trabalhador em várias ocasiões. Cobriu ferimentos com unguentos, diminuindo dores causadas por um sistema elitista, que imperou e continua imperando.
O governo atual, além de querer mexer na Previdência, pretende reformas nas relações entre o capital e o trabalho.
Um bisavô, vivo fosse, diria que em governo não se confia. Sim, pois da vida de trabalho angariou experiências.
A verdade é que o ato de produzir para levar o pão para casa ao lado do leite do caçula, sempre foi, em nosso País, tarefa inglória.
E a dita tortura nunca acaba. Com as propaladas “reformas”, Temer busca beneficiar grupos de investidores, instituições bancárias, empresários, jamais se importando com a base da pirâmide econômica e social, onde está quem efetivamente gera riquezas.
As “reformas” conseguem a inadmissível querência do poder público de diminuir direitos dos que trabalham e, na pele, sentem que jamais tiveram qualquer direito, só obrigações. Na estante da história devem receber o rótulo de “desserviços”.
As centrais sindicais estão unidas na luta em defesa dos parcos direitos da classe trabalhadora.
Como não poderia deixar de ser, consideram inadmissível que o Governo Federal queira sacrificar seu povo, transformando-o de súdito em vassalo.
Existem muitos desafios a serem enfrentados para que o Brasil retome o rumo do crescimento econômico, mas o caminho, com certeza, não passa pela retirada ou subtração de conquistas sociais.
Sim, pois os programas têm o objetivo de ajudar o trabalhador num momento difícil, em que o desemprego campeia feroz.
Enquanto isto, os impostos galopam firme para cruzar a reta de chegada em primeiro lugar.
Minha gente, 2017 será um ano de manifestações sociais gigantescas. Será que Temer vai aguentar o tranco?
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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