Atividade industrial de SP têm queda de 3,4%

Pesquisa divulgada pelo Ciesp e pela Fiesp (Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apontou queda de 3,4% na atividade industrial paulista no segundo trimestre de 2015, comparado aos índices registrados no primeiro.
De acordo com o INA (Indicador do Nível de Atividade), o nível de atividade caiu 1,3% entre maio e junho. O INA mostra ainda, no período de janeiro a junho de 2015, retratação de 3,3% em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Para Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp e do Ciesp, a trajetória do ano segue tendência negativa, como já havia previsto. “O mais dramático é que ao se olhar nos vários campos – na estrutura econômica, política – , o que nos aguarda no futuro, percebe-se que vai piorar”, afirma.
A queda da atividade industrial paulista foi generalizada e atingiu 14 dos 20 setores pesquisados. “É um ano terrível um ano de transformações. 2015 vai ser o pior ano dos últimos anos da economia”, acrescenta Francini.
SEGUNDO SEMESTRE
Até o fim do ano pelo menos, as entidades acreditam que o cenário para a indústria continuará desafiador. Os setores que se destacaram com a queda nos índices foram os de móveis e da metalurgia com retratação de 5,1% e 0,3%, respectivamente, na passagem de maio para junho.
Já o setor farmacêutico, o INA apontou um bom desempenho em junho, com elevação de 2% na atividade e crescimento de 5,2% no Total de Vendas Reais. Mas, devido à constante queda da renda popular, o setor também poderá sofrer mais para frente.
Sobre a expectativa para 2016, Francini afirma não ter como fazer previsões no momento. “Não temos a resposta para 2016. Se o ano vai melhorar, só o tempo vai responder. É um grande volume de incertezas que existem ao redor da atividade econômica, da política, jurídica ou seja, o país hoje está imerso em incertezas, destacou.

Fonte: Jornal Diário de São Paulo-01.08.2015

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