Bolsonaro quer cortar 63% das verbas de fiscalização trabalhista

Artigo: Ramalho da Construção

Bolsonaro segue em sua saga de exterminar as relações entre o capital e o trabalho no Brasil. Quer saber com quantas pernas uma aranha pode andar antes de ser chamada de surda. Devia trabalhar em assuntos ligados ao câncer. Explico: se ele está acabando com o País, poderia, muito bem, com o câncer. Ninguém reclamaria, aliás.

O governo do capitão, segundo notícia a mídia, planeja cortar verba de fiscalização trabalhista em 63%, menor nível da história.  Ora, sou intimamente ligado ao setor da Construção Civil. Antes de ser sindicalista, operei em mais de 700 canteiros de obras. Vi ocorrências que ou mutilaram seres humanos ou levaram a óbito. Cenas de terror absoluto.

Nosso sindicato, o Sintracon-SP, luta constantemente contra os ditos acidentes de trabalho que, na verdade, sempre acontecem por falha humana e a não aplicação devida das Normas de Segurança.

A atuação dos órgãos de fiscalização sempre esteve aquém do esperado, por falta de contingente profissional. Agora, vem Bolsonaro e, em vez de aumentar o número de fiscais, tira 63% de um dinheiro que não existe, ou pouco há.

De um total de R$ 1,4 trilhão de despesas previstas para 2020, foram reservados R$ 26 milhões para operações de inspeção de segurança e saúde no trabalho, combate ao trabalho escravo e verificações de obrigações trabalhistas.

É mais um ato do teatro de absurdos de um governo moralmente falido. Ou não?

Ramalho da Construção

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo

 

 

 

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