Brasileiros dão recado ao governo!

15 de março de 2014. Convém marcar essa data, pois foi nela que o Brasil e o brasileiro mudaram e decidiram, enfim, participar atentamente da política.
Segundo dados que observo nos jornais, cerca de dois milhões de cidadãos inconformados com o governo de Dilma e do PT saíram às ruas, de forma ordeira, para deixar clara a sua opinião.
Em São Paulo, segundo avaliação da PM, 1 milhão de crianças, adultos e idosos compareceram ao ato “Fora Dilma”, sem demonstrarem medo nos olhos em instante algum.
Após a exibição de democracia, ministros da governança deram uma coletiva à imprensa, sem saberem que, pelo Brasil afora, a trilha sonora de suas falas era composta de panelaço, apitaço e buzinaço…
Numa ação própria a avestruz, que diante do perigo se alheia e esconde a cabeça num buraco de chão, o petista xiita procura rotular a gigantesca manifestação como coisa da classe média alta, dos coxinhas, dos abastados, a quem Dilma, com sua vocação de São Francisco de Assis, duas pombas nos ombros e halo de santidade, despreza. (São burgueses, são burgueses…).
Não é verdade. Quem estava purgando seu desespero com a situação do País era o povo. E o povo sem a intervenção de qualquer liderança, seja ela política, sindicalista, de movimentos organizados. Ao contrário do movimento realizado dois dias antes por correligionários do PT, sindicatos ligados à CUT e ao MST.
Sou capaz de afirmar: o povo não estava preocupado com vetores políticos. O evento não foi de direita nem de esquerda, mas a favor da sociedade brasileira.
Essa grande massa não admite traição. Durante a campanha, Dilma afirmou que não mexeria em direitos trabalhistas. “Nem que a vaca tussa”, arrematou. Também não mexeria em impostos. Mexeu, portanto, traiu a Nação.
Pouco afeita ao diálogo, a presidenta parece ter conseguido o isolamento que tanto queria. Sim, pois se ela decidir fazer um pronunciamento oficial, ninguém vai ouvir. Panelas, apitos, buzinas não permitirão.
O caso é sério. Para mim, o que mais conta é o descontrole da inflação, acarretando desemprego, pobreza e a precarização das relações institucionais do país.
Outra reivindicação que ecoou pelo Brasil foi a do fim da corrupção, cujos índices chegaram ao patamar do absurdo.
Com obtusidade córnea, o PT continuará defendendo os seus, como o fez no mensalão (todo mundo já solto).
Fico sabendo, por fim, que novas manifestações estão sendo marcadas pela internet. Estamos diante do novo. O que vai acontecer, ninguém sabe ao certo. Mas que o PT de Dilma precisa descer do salto e ouvir a todos, indistintamente, não há dúvida.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP) 

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