Calamidade. Até o final de 2015, teremos menos 1.400.000 empregos formais!

A minha preocupação com relação à falta de governança de Dilma Rousseff sempre foi mais de caráter econômico do que político.
Sempre afirmei, mesmo antes da reeleição dela, que o grande problema do Brasil seria a volta da inflação e, consequentemente, a escalada do desemprego e do achatamento salarial.
Infelizmente, o meu temor vem sendo confirmado de forma paulatina.
Acabei de receber uma nota afirmando que o mercado do trabalho formal no Brasil, ou seja, com carteira assinada, apresentou o pior mês de julho da série histórica, com perda líquida de 157.505 empregos.
De janeiro a julho de 2015, foram derrubados 494.386 postos de trabalho.
Nos últimos 12 meses, a tragédia soma 778.732 vagas. E a previsão, oficial, diga-se, do Ministério do Trabalho e Emprego (através do CAGED), até o final desse ano, estima 1.400.000 empregos formais.
Não há nada no horizonte político que permita pensar a situação de forma positiva.
É triste, mas a realidade aí está. Cruel!
Número de favelados aumenta
Devido à crise e o desemprego, o aluguel fica mais difícil de ser pago.
Reportagem da Folha de S. Paulo, edição de 25 de agosto último, analisa o problema e deduz que o número de moradores em favelas aumentou. Aliás, as próprias favelas vêm crescendo assustadoramente na capital bandeirante.
Apesar de o último censo ser de 2010, quando haviam em São Paulo 1.643 comunidades do gênero, urbanistas, militantes e pessoas que atuam na área de habitação são unânimes em constatar tal crescimento de número de moradores em favelas.
O jornal destaca que há um déficit de 230 mil moradias no município mais rico do Brasil. E que o Minha Casa, Minha Vida é a única política habitacional existente no País.
Ora… Só se consegue uma vaga no Minha Casa num prazo entre cinco e dez anos. Nesse tempo, o cidadão e sua família não tem para onde ir a não ser as favelas, óbvio.
Como falei acima, teremos 1.400.000 retirados da cena do emprego formal até o fim do ano.
Por enquanto, a maioria está vivendo de seguro desemprego e de seu FGTS, ainda, portanto, comprando o que comer no mercado.
Dentro de seis ou sete meses, esse dinheiro vai acabar. E a quebradeira, se generalizar.
Dilma anuncia que vai reduzir dez ministérios. Deveria reduzir pelo menos 15. E faz isso, a meu ver, tarde demais.
No início de seu segundo mandato, Dilma talvez tenha sucumbido à pressão por cargos de sua base de sustentação. Errou feio.
Para piorar ainda mais o cenário, Michel Temer abandonou seu cargo de articulador político.
O que estaria acontecendo?
Temer está esperando Dilma cair e já planejando sua própria administração enquanto presidente substituto?
Se assim for, trata-se de uma triste evidência de oportunismo político, pois, enquanto a maré estava calma, o peemedebista nadava de braçada, agora que o tempo fechou, abandona o navio como um comandante pleno em covardia.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

 

 

 

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