Cerca de 900 trabalhadores param obra na região da Raposo Tavares

PUBLICADO EM 18/02/2020

O Sintracon-SP apoiou, nesta terça-feira (18), mais uma greve de trabalhadores da construção civil. Desta vez, a paralisação aconteceu no canteiro da Construcompany, que fica na Avenida Victor Civita, na região da Rodovia Raposo Tavares.

De acordo com a diretoria do sindicato, alguns dos cerca de 900 trabalhadores estão enfrentando um descaso instável. O salário e o FGTS dos funcionários estão atrasados; eles também não têm acesso aos serviços do Seconci-SP, pois a empresa não está “em dia” com a entidade; há pessoas sem registro na carteira; e há descumprimento com as normas da NR-18 e com a 32° cláusula da Convenção Coletiva da categoria.

Segundo Ramalho da Construção, presidente do Sintracon-SP, as atividades do canteiro de obra voltarão apenas quando todas as irregularidades forem solucionadas.

“É necessário pegar firme com as empresas que não respeitam os direitos dos trabalhadores. Vamos continuar em cima delas até o fim. Esses operários vão ficar de braços cruzados até o dia em que todos os problemas forem resolvidos”, comenta Ramalho.

Precarização do Trabalho

Para Atevaldo Leitão, diretor do sindicato, graças a lei 13.467 (reforma trabalhista), os serviços foram precarizados e, por esse motivo, muitos patrões se aproveitam para agir de má-fé com trabalhadores.

“Infelizmente, aumentou o número de denúncias no nosso sindicato após a reforma trabalhista. Há problemas de diversas naturezas. Um deles, por exemplo, é referente a rescisões trabalhistas. Hoje em dia o escritório da maioria dos subcontratados é no porta-malas dos carros, eles pagam o que querem para os funcionários. Nessa obra, inclusive, 14 trabalhadores foram demitidos e não receberam suas verbas rescisórias. Lamentável”, denuncia Atevaldo.

Importância da Sindicalização

“A paralisação desta terça-feira só deu certo devido a forte aliança entre trabalhadores e sindicato. Para enfrentar as injúrias dos maus patrões é necessário que a categoria esteja sindicalizada e consciente. Sindicalize-se”, conclui Ramalho.

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