Chuva que alaga. Chuva que mata. E a Administração Pública?

Qualquer paralelepípedo de boca de mato sabe que as águas de março, fechando o verão, causam fortes tempestades. Não é possível para uma Administração Pública não estar preparada. Ainda mais depois do Carnaval, festa popular que se não for bem organizada deixa sujeira nas ruas e entope bueiros.

 

A natureza, sempre tida como a culpada, avisa. Mas, o filme de horror teima em se repetir. Quando em campanha, os candidatos ao Poder Executivo sempre têm a receita para acabar com as enchentes. Mas, ao tomarem posse, parece se esquecerem da receita, deixando-a no mero campo das ideias.

 

A chuva que abalou a região Metropolitana de São Paulo no último dia 10 de março, ceifou 12 vidas até o momento, deixando seis feridos. Além disso, pessoas humildes de uma das maiores metrópoles do mundo, não puderam sair de casa ou para ela voltar por horas e horas a fio. O Corpo de Bombeiros atendeu a mais de 700 ocorrências, todas relacionadas a alagamentos.

 

Outra coisa que impressiona é o número de queda de árvores. Nos últimos meses foram milhares que tombaram nas ruas em veículos e pessoas, com risco de graves acidentes.

 

Quem cuida dessas árvores? Quem as deixa apodrecer? Quem não poda essas árvores, algumas centenárias, com o cuidado necessário? As respostas apontam para as prefeituras das cidades atingidas. Enquanto isso, a indústria das enchentes abre seus cofres e agradece, assim como a da seca, lá no Nordeste brasileiro.

 

Ramalho da Construção

Sindicalista e deputado estadual

 

 

 

 

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