COMANDO DE GREVE- Sintracon-SP paralisa obras do Residencial Lidiane – ZN

12/01/2017 – Assessoria de Imprensa
 
A situação ficou complicada na manhã desta quinta-feira, 12 de janeiro, na Zona Norte, e o Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), paralisou totalmente a obra do Conjunto Habitacional Lidiane, estão sem receber, por exemplo, o 13º. Para intimidar os operários, representante da empresa Transvia, acionou a Polícia Militar e diversas viaturas, além de motos, foram para o local.
 
Mesmo com esta intimidação, o Sintracon-SP, manteve-se firme na condução da mobilização e manteve a obra totalmente pralisada. O presidente do Sindicato, Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção, também esteve no local e explicou que a obra estava irregular. 
 
“O pagamento do 13º tinha que ter acontecido em dezembro e até o momento a empresa não efetuou. Também não pagou o salário referente ao mês passado e os companheiros queixaram da falta de entrega do vale transporte, da alimentação, além das condições precárias do canteiro”, disse o presidente Ramalho.
 
O responsável pela obra, identificado por Eduardo, acionou a Polícia Militar. Assim que os PMs chegaram rispidamente solicitaram que operários e sindicalistas parassem de registrar a ação e recolheram os documentos de identidade para averiguação.
 
Falta de registro
Além da irregularidade na falta de pagamentos, o consórcio também têm três companheiros sem registro. “É proibido por lei trabalhadores da construção civil exercerem suas funções sem o registro em carteira. Os trabalhadores têm compromissos financeiros para honrar. Seus credores não querem saber se a empresa pagou ou não o operário. Querem receber. Esta situação, praticada pela empresa, é insustentável. Há também, nesta obra falta de estrutura no canteiro, e falta de registro de alguns. É um absurdo”, comentou o presidente.
 
Realidade
J.C.P., 29 anos, é um dos operários prejudicados pela falta de pagamento. A situação dele, assim como dos demais colegas de trabalho é crítica, porém ele tem o agravante: precisa pagar pensão alimentícia dos filhos. “Não recebi o pagamento de dezembro ainda e nem o vale-transporte desta semana. Estou tirando o dinheiro do pão das crianças para colocar no bilhete único. O que é pior, nesse caso, é chegar em casa, abrir a geladeira e ver só água. E ainda, para piorar a minha situação, pago pensão dos meus filhos. Se eu atrasar, posso ser preso. Tudo isso porque estou trabalhando de graça”, lamenta o trabalhador.
 
Assembleia
A gerente do Departamento de Base, Ana Paula Tavares, no início da tarde, explicou que a empresa contratante das empreiteiras acordou que todas pendências financeiras serão sanadas na terça-feira, dia 27 de janeiro de 2017. 
 
“Uma outra reclamação dos trabalhadores, em relação ao refeitório, muito nos preocupa. O Sintracon-SP preza pela integridade física dos operários e esta obra precisa de uma fiscalização da Vigilância Sanitária no local em que os empregados acondicionam as suas refeições. Estamos de olho”, alertou Ana Paula.

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