Comissão especial da Câmara aprova reforma trabalhista

O parecer do relator da reforma trabalhista, Rogério Marinho (PSDB-RN), foi aprovado pela comissão especial da Câmara, por 27 votos a favor e 10 contra, na terça-feira, 25, e pode ser votado pelo Legislativo nesta quarta-feira, 26. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pretende concluir a votação na próxima quinta-feira, 27.
 
Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, a reforma que foi proposta pelo governo vai acabar com os direitos dos trabalhadores.
 
“Esse conjunto de reformas que o presidente da República, Michel Temer, propõe, prejudica diretamente a classe trabalhadora. A única alternativa que temos, no momento, é manifestar a nossa insatisfação no dia 28 de abril, paralisando todos os setores e protestando contra esses absurdos que estão sendo aprovados lá em Brasília”, afirma Ramalho.
 
 Parecer
 
Para entender um pouco mais sobre o relatório que foi aprovado pela comissão especial, veja abaixo quais são as propostas:
 
– As férias poderão ser parceladas em três vezes ao ano;
 
– A contribuição sindical, que hoje é obrigatória, torna-se opcional, enfraquecendo os sindicatos;
 
– A autorização dos patrões e empregados negociarem banco de horas, ampliando as chances de o operário permanecer horas e horas na empresa, será possível, caso essa medida seja aprovada pelo Congresso Nacional;
 
– De acordo com o parecer, gestantes podem trabalhar em ambientes insalubres, desde que comprovem, através de um atestado médico, que a saúde do bebê e da mãe não será afetada.
 

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