Construção brasileira perde patamar de 3 milhões de postos de trabalho

Segundo SindusCon-SP, apenas em novembro o corte foi de 61,3 mil empregos
A construção civil brasileira perdeu em novembro o patamar de 3 milhões de postos de trabalho, segundo pesquisa realizada pelo SindusCon-SP em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com base em informações do Ministério do Trabalho e do Emprego. O setor encerrou o mês de novembro com 2,9 milhões de trabalhadores formais, retornando ao nível registrado em agosto de 2010. Em 12 meses foram cortadas 514 mil vagas.
Em relação ao mês anterior, a pesquisa indica queda de 2% no nível de emprego, com o fechamento de 61,3 mil postos de trabalho, considerando os fatores sazonais**. Desconsiderando efeitos sazonais, o número de vagas fechadas em novembro foi de 23,2 mil.
Para o vice-presidente de Economia do SindusCon-SP, Eduardo Zaidan, a forte queda no nível de emprego da construção em novembro reflete tanto a persistência da retração dos investimentos como o fenômeno sazonal de mais demissões que contratações, que acontece nos dois últimos meses de cada ano, quando o ritmo das obras diminui. “Sem novos projetos para execução imediata e desprovidas de um horizonte para a retomada da confiança, as empresas da construção continuaram demitindo”, comenta.
Por segmento, preparação de terreno teve a maior retração (3,63%) em novembro em comparação a outubro, seguido de infraestrutura (3,01%) e pelo segmento imobiliário (2,04%). No acumulado do ano, contra o mesmo período do ano anterior, o segmento de infraestrutura apresentou a maior queda (14,46%), seguido pelo segmento imobiliário (13%).
A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados no Norte (- 5,13%), e no Centro-Oeste (-2,57%).

http://www.sindusconsp.com.br/construcao-brasileira-perde-patamar-de-3-milhoes-de-postos-de-trabalho/

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