Construção pesada demite 11,5 mil em 12 meses

E lá vem o Brasil descendo a ladeira. O número de trabalhadores que atuam na Construção Pesada do Estado de São Paulo diminuiu 9,57% nos últimos doze meses encerrados em outubro. Portanto, até o final de 2015 deve romper a barreira dos dois dígitos, fácil, fácil.
O setor emprega, hoje, 198.454 pessoas. Pouco. É, aliás, o mais baixo desde 2012, quando alcançou 107.142, de acordo com dados do Sinicesp (o Sindicato do Setor).
A que se deve tudo isso? Ora, à crise que afeta o País em todas as frentes e de formas diferentes. Se me disserem que o descomunal avanço do Aedes Aegypt pelo Nordeste brasileiro é mais um truque da crise, eu, pelo menos, não duvidarei.
Sim, pois a verdade é que os poderes públicos não estão nem aí com o bolso do povo brasileiro. Vivem de não fazer nada e empurrar culpa. Cunha diz que Dilma mente. Dilma, através de segundos ou terceiros, diz que quem mente é Cunha. E assim, nesse ambiente colegial, o povão vê lama tóxica se espraiar, dinheiro minguar, emprego faltar, direitos sendo subtraídos etc. etc.
As obras estão paradas por todo o Brasil. Não se faz nada pelo crescimento. Daí o desemprego feroz.
Obviamente que o dragão da crise lança seu fogo destruidor aos estados e municípios que, em consequência, também ficam estancados em suas iniciativas.
Em São Paulo, de acordo com o Sinicesp, há pagamentos em atraso e diminuição de obras em rodovias e redução de cronograma de investimentos. O mesmo deve ocorrer em todos os outros da Nação.
O DER (Departamento de Estradas de Rodagem), órgão do Estado, informou que 69 obras rodoviárias estão em andamento, com investimento de R$ 3,3 bilhões, e que os pagamentos deverão ser realizados a curtíssimo prazo. Menos mal!
Melhor ainda. Em novembro, o governo anunciou que o programa de concessão de estradas será ampliado em 30%.
A situação de desemprego, todavia, é calamitosa. E a crise generalizada não dá sinais de ceder.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

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