Construção vai despedir 556 mil até o fim do ano

O SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) prevê que até o fim do ano cerca de 556 mil funcionários da construção civil serão mandados embora. Serão 16,8% de funcionários a menos no setor em relação a 2014. Atualmente, três milhões de operários estão trabalhando nos canteiros de obras espalhados pelo Brasil.

A expectativa foi feita após o nível de emprego recuar 1,76% em setembro na comparação com o mês anterior, segundo dados do Ministério do Trabalho e do Emprego. Essa é a 19 queda consecutiva do indicador. Em 12 meses, o número de demitidos em todo o país na construção foi de 490,6 mil trabalhadores.

A falta de perspectiva de retomada no cenário macroeconômico deve afetar a atividade em 2016.

“Nunca tivemos um ano como este em que a indústria da construção realiza um volume tão grande de demissões nos primeiros nove meses, período em que normalmente o setor contrata. A falta de confiança dos investidores e das famílias, a escassez de lançamentos imobiliários e a ausência de licitações para novas obras de habitação social e infraestrutura sinalizam que a recessão se prolongará no ano que vem”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.

O segmento imobiliário foi o que teve a maior retração (2,35%) em setembro, em comparação a agosto, seguido pelo de preparação de terrenos (2,04%). No acumulado do ano, a área de infraestrutura apresenta a maior queda (13,95%), seguida pelo setor de segmento imobiliário (11,92%).

A deterioração do mercado de trabalho afeta todas as regiões do Brasil, sendo que os piores resultados foram observados na região Centro-Oeste (-1,61%), e no Norte (-1,22%).

por aqui /Conforme o IBGE, o emprego caiu 1,26% em setembro no estado de São Paulo, já descontada a sazonalidade (oscilação prevista para o período). No acumulado do ano, a redução do número de empregados foi de 7,23% em relação ao mesmo período de 2014, sendo que também a área de infraestrutura respondeu pelo pior desempenho (-9,85%).

Na mesma base de comparação, entre as regionais, Presidente Prudente tem a maior queda, de 27,2%, devido ao fim do ciclo imobiliário e a piora da economia. Na capital, que responde por 46% do total de empregos no setor, a queda até setembro foi de 7,44%.

Fonte: Jornal Diário de São Paulo 31.10.2015 página 26

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