Convênio dá desconto a aposentado em remédios

Acordo entre Sindnapi e farmácias reduz preço de genéricos e medicamentos de marca a associados

 

Seis dia após o governo autorizar os laboratórios a reajustar o preço dos remédios em até 12%, o aposentado tem ao menos uma boa notícia para comemorar. Um convênio firmado entre Sindnapi (Sindicato Nacional do Aposentados, Pensionistas e Idosos) e farmácias passou a oferecer medicamentos com desconto mínimo de 20% para seus associados.
Esse percentual vale para produtos de marca e pode superar 40% nos genéricos. Todas as 733 unidades da Droga Raia e da Drogasil no estado devem oferecer o benefício para os aposentados associados ao sindicato e pessoas acima de 60 anos que pagam uma taxa anual de R$ 50 ao Sindnapi, os beneficiários do INSS arcam, uma vez ao ano, com 0,5% do valor recebido da Previdência para ser sócio do Sindnapi.
“É um jeito de baixar o custo do remédio para o aposentado que precisa de medicamento para viver. Quem usa remédio contínuo não consegue fechar o orçamento com o que recebe de benefício do INSS”, explicou, ontem (05), o presidente do sindicato, Carlos Ortiz.
O acordo com as redes vale para todo o Brasil. O dirigente afirmou que o Sindnapi continuará atrás de mais parcerias para baratear esse gasto. “O ideal é conseguir com os governos estaduais e federal zerar os impostos para aposentados e idosos. Mas, enquanto não temos projetos para isso sair do papel, vamos fazendo convênios (com farmácias), disse.
O DIÁRIO simulou o desconto mínimo de 20%, para medicamentos de marca, e de 40% nos genéricos aos que apresentam a carteirinha do Sindnapi nas lojas credenciadas. A rede e o sindicato afirmam que o desconto pode ser ainda maior, chegando a até a 70%.
Há seis meses, a aposentada Kátia Aragão, 53 anos, passou a fazer tratamento para colesterol. Uma caixa com 30 comprimidos de atorvastatina cálcica, de 10 mg, saia a R$ 109 por mês. Na semana passada, ela pagou R$ 63 com o desconto oferecido no convênio do sindicato.
“Pesquiso o menor preço em todo o lugar”, afirmou.

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Fonte: Jornal Diário de São Paulo 06.04.2016

 

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