Cracolândia: tratamento humano para o usuário e polícia para os traficantes!

Responda rápido. Se você tivesse um filho preso nas garras das drogas, vivendo e se portando como zumbi num lugar tristemente chamado de Cracolândia, o que faria?
 
Para 80% dos paulistanos, segundo pesquisa do Datafolha, outra opção não haveria que não fosse a internação compulsória.
 
Sei que, quando se trata de vício, todo cuidado é pouco. A situação carece, sim, de uma ação conjunta, com especialistas no assunto sendo consultados de forma permanente. Há de se considerar o fator humano acima de tudo.
 
Severidade, entretanto, não pode faltar para com o tráfico, que campeia livremente naquele local. Traficante, em minha opinião, deve ser preso, à base de robusta operação policial. Sim, pois essa gente da pior espécie constitui-se num verdadeiro câncer, debelando o organismo da nossa sociedade.
 
O prefeito João Doria vem recebendo críticas quanto à sua intervenção na Cracolândia. Mas pelo menos está fazendo alguma coisa no sentido de eliminar esse estado de vergonha a céu aberto nas ruas centrais da Capital paulista.
 
Tanto ele, quanto o governador Geraldo Alckmin, mereceram aprovação na pesquisa Datafolha. Aprovação advinda das pessoas sem qualquer engajamento em movimentos sociais ou partidos políticos.
 
Sou capaz de afirmar que ninguém conhece melhor a situação de um viciado do que os 80% mencionados na amostragem. A esmagadora maioria, que ninguém se iluda, tem problemas do gênero em casa.
 
Nos dias de hoje, temos perto de 5 milhões de jovens entre 15 e 25 anos desempregados. E mais de 120 milhões deles não praticam qualquer atividade física, segundo dados do IBGE.
 
Trata-se de uma geração perdida, que vive a falta de oportunidades na pele.
 
Muitos desses adolescentes são cooptados pelo tráfico, que paga pela atuação deles. E paga bem. Um prato cheio para os jovens, cuja personalidade ainda não está formada. Doria e Alckmin deram o pontapé inicial no sentido de cuidar dessa juventude e enfrentar o tráfico com as regras do máximo rigor. E estão abertos ao diálogo e a críticas construtivas. O caminho é esse. E precisa ser adotado.
 
Em tempo. Se meu filho estivesse na Cracolândia eu, assim, como os 80% dos entrevistados pelo Datafolha, iria buscá-lo pessoalmente e o internaria. Sob efeito de drogas, não acredito que ele teria opinião e poder de escolha.
 
 
Ramalho da Construção 
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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