Crise política deve atrasar reformas no Congresso

Enquanto o Congresso Nacional vive um período turbulento, as reformas que tramitam na Casa podem ser arquivadas temporariamente. Em teleconferência com investidores e clientes do banco JP Morgan, o ministro da fazenda, Henrique Meirelles, comentou: “A crise política deve atrasar as reformas em algumas semanas”.
 
A crise se deve ao áudio vazado por Joesley Batista, um dos donos da empresa de agronegócio JBS, onde destaca que o presidente da República, Michel Temer, comprou o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
 
Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, o atraso da votação das reformas é vantajoso para a classe trabalhadora.
 
“Quanto mais a votação das reformas trabalhista e previdenciária demorar, melhor para os trabalhadores. Dessa forma, teremos mais condições de confrontar as medidas que limitam os direitos dos operários, inclusive os da construção civil”, pontuou Ramalho.
 
Situação
 
O texto da reforma trabalhista foi aprovado na Câmara dos Deputados no dia 27 de abril e agora tramita no Senado Federal. Já o da reforma previdenciária, ainda é avaliado pelos deputados. Para ser aprovado na Casa, o relatório deve ter 308 votos a favor, dos 513 parlamentares votantes.

 

 

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