Da euforia ao colapso

Terra arrasada. Não há segmento econômico, exceto o da fabricação de tornozeleiras eletrônicas, que vai bem nesse País. Leio, no Estadão, a demissão de quase 50 mil trabalhadores na indústria naval, cuja dívida é bilionária.
Num colapso digno de filme de suspense e terror, fico sabendo que de um conjunto de 40 estaleiros, 12 estão totalmente parados e o restante operando bem abaixo da capacidade instalada. E cinco entraram em recuperação judicial por seus sócios figurarem na Operação Lava Jato.
Do governo Temer não adianta falar muito, pois virou fóssil. Vamos, portanto, retroagir um pouco, ao início desta crise que se agravou com os escândalos da administração petista de Dilma Roussef envolvendo a Petrobrás.
“Até 2014, a política do governo se mostrava positiva, apesar de alguns atrasos na entrega de projetos. A essa altura o setor empregava 82 mil pessoas e desenvolvia uma enorme cadeia produtiva”, relata o Estadão.
A calmaria cessou com o tornado “petrolão”. Veio a queda no preço do petróleo e a derrocada da Sete Brasil, empresa responsável pela contratação de navios para a estatal. Ou seja: o que causou o desmoronamento da indústria naval? A resposta é simples. A goela de lagartixa dos petistas virou goela de crocodilo. E por ela se foram as divisas do Brasil.
Vivemos um momento em que o petismo quer transferir ao aliado Temer (o zumbi do Jaburu) toda a sua ineficiência e métodos flagrantes, que compõem um mar de corrupção.
Tenta isto como se o Conde Drácula da classe trabalhadora (“Daqui não saio, que me tirem”) fosse um tapete de dimensões continentais, capaz de acobertar desfalques e mutretas elaboradas de forma vergonhosa no sinistro laboratório de maldades do Partido dos Trabalhadores.
Vale lembrar que a euforia de investimentos em estaleiros começou no governo Lula, com a descoberta do Pré-Sal pela Petrobrás.
Dos tempos de euforia, sobraram uma dívida bilionária para pagar no mercado e quase 50 mil trabalhadores demitidos. Pessoas simples que hoje, como a maioria do povo brasileiro, está sem lenço, sem dinheiro, sem documento, passando fome e à deriva social.
Jogar culpa apenas em Michel Temer, que já recebeu sua certidão de óbito política, é mais um ato oportunista, leviano e covarde do PT. Temer tem cara de mordomo. Mas nem sempre o mordomo é o único culpado…
Ramalho da Construção

 

Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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