DESCASO – Boyko´s não paga funcionários desde novembro

16/01/2017 –  Assessoria de Imprensa
 
Um dos vários canteiros de obras, que estão instalados no Hospital das Clínicas, está proporcionando diversos transtornos aos operários que trabalham no local. Além de não efetuarem o pagamento, os responsáveis pela Boyko´s Impercolor Ltda EPP, responsável pela execução, demitiram os empregados, muitos ainda no período de experiência, sem realizar a homologação com a baixa na carteira e sem respeitar o art 477, que prevê multa no valor de um salário do trabalhador.
 
O que ajuda a complicar ainda mais este cenário de falta de respeito aos direitos do trabalhador é o fato da contratação de muitos estrangeiros, conforme explica o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção.
 
“Desde o final do ano passado que estamos acompanhando a situação dos trabalhadores. É uma falta de respeito com o operário que tem os seus compromissos financeiros para serem honrados. Estamos vigilantes e vamos continuar em cima desta empresa e de outras que desrespeitam o trabalhador”, disse o presidente.
 
A gerente da Base – Visitação em Obras, Ana Paula Tavares disse que a empresa Boyko´s justificou que o Hospital das Clínicas não está pagando o serviço. “A empresa atribui o atraso nos pagamentos ao fato do Hospital das Clínicas não estarem repassando os valores do contrato. Para se ter ideia a obra tinha prazo de execução estipulado em três meses e em janeiro chegou a 11. Eles alegam que por problemas de logística, em que o HC dificulta liberação do espaço para que a empresa possa ter uma produção, houve esse atraso e desde setembro deram início às demissões, sem pagar os salários e tão pouco efetuar a rescisão”, resumiu a gerente.
 
Desemprego
A política da empresa no trato com empregados causou espanto para os haitianos  Prosner Vilbrun e Lazare Tenfrandy. Auxiliados pelo assistente de base do Sintracon-SP, Larestes Emil, os operários narram uma história de desrespeito aos seus direitos. Quando foram reclamar sobre o atraso do pagamento a atitude do departamento de Recursos Humanos da Boyko´s foi em demitir os estrangeiros.
 
“Comecei a trabalhar em junho e fiquei alguns meses sem receber salário”, conta Prosner. O mesmo relato é dividido com companheiro de trabalho. “Procuramos ajuda no sindicato que interviu e vamos conseguir receber os atrasados. Agora é procurar novo emprego”, arremata Lazare. Ambos têm família no Haiti e, segundo Larestes, enfrenta a dificuldade do envio do dinheiro para lá, bem como de recursos para manter o aluguel aqui em São Paulo.
 
Hospital das Clínicas
Em nota, o Hospital das Clínicas informou que os pagamentos vêm sendo realizados regularmente, de acordo com o andamento das obras e suas medições, conforme determinado pela Lei das Licitações. Da mesma forma, os pagamentos só são realizados com a comprovação, por parte da empresa, do pagamento de impostos e recolhimento dos encargos sociais.
 
Baixa
A gerente Ana Paula Tavares informou que a obra estava sujeita a paralisação. “Para se ter ideia a empresa não fez as baixas nas Carteiras de Trabalho e chamamos os responsáveis hoje, segunda-feira (16), para assinatura do acordo em ata para sanar as irregularidades. A empresa se comprometeu em pagar a primeira parcela dos atrasados hoje (16); a segunda no dia 16 de fevereiro e a multa no dia 16 de março”, explicou Ana Paula.
 
17 01 2017 SC OPERARIOS HAITIANOS BOYCOS
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