DESCASO – Sintracon-SP faz mobilização contra Boyko´s em frente ao HC

Mais uma vez a situação dos operários haitianos, que trabalham em obras no complexo Hospital das Clínicas, foi ignorada por uma das contratantes, a Boyko´s Impercolor Ltda EPP. Na manhã desta terça-feira, trabalhadores e representantes do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil), com faixas e cartazes, escritos também em “creolo”, fizeram manifestação em frente ao Prédio dos Ambulatórios do HC.


O presidente do Sintracon-SP, Antonio de Sousa Ramalho, o Ramalho da Construção, disse que a arbitrariedade está acontecendo há meses e não só com a Boyko´s. “Recebemos denúncias de outras subempreiteira que estão praticamente explorando a mão de obra estrangeira. Contratam, não pagam e dispensam sem realizar a rescisão como determina a Lei. Na Boyko´s, empregados afirmam que nem café da manhã, conforme a convenção coletiva estipula, é servido.”, comenta o presidente.


Ele destaca também que em dezembro passado encaminhou ofício para o Ministério Público, Secretaria de Saúde e para a própria direção do HC cobrando uma ação efetiva para pressionar as empresas e dessa forma solucionar esses atrasos e demais irregularidades apuradas pelo departamento de Base – Visitação de Obras do Sintracon-SP.


“Está cada vez mais insustentável a maneira que a Boyko´s trata os seus funcionários. Para se ter uma ideia, na segunda-feira (23), os representantes tinham se comprometido a ir ao Sindicato para resolver a situação. Não foram e por isso decidimos por esta mobilização”, explicou Ramalho da Construção.


Indignação

Munido de cartaz, o ajudante haitiano Robson Jean, que há três anos está no Brasil, estava indignado com a situação. Foi dispensado em setembro e até agora não conseguiu nova colocação e nem recebeu os seus direitos. “Eu tinha um salário de R$ 1.240,00 e pago aluguel de R$ 600,00. A empresa atrasava até o vale transporte e também não servia o café da manhã. Só davam o valor da refeição (marmitex), de R$ 12,00. Agora, só por Deus…”, completou.

 

 

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Robson Jean sobre a situação do desemprego: “Só por Deus…”HAITI 02

 

A ação foi tranquila sem comprometer o atendimento do ambulatório do HC

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Empresa até agora não pagou o 13º salário e demais direitos dos haitianos

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Os trabalhadores pediram a intervenção do Hospital das Clínicas para solução

 

 

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