Desemprego, o bordão do Brasil em 2015

Nunca deixo de repetir que a minha maior preocupação com a falta de governança do governo petista de Dilma Rousseff era a volta da inflação e a consequente perda de postos de trabalho no nosso país.
Infelizmente, diversas pesquisas veiculadas por entidades idôneas, provam que eu estava com a razão.
Uma dessas pesquisas, da Fiesp e do Ciesp, dão contas de que a indústria paulista deverá fechar 150 mil empregos até o final de 2015, ou seja, 6% a mais em relação a 2014.
A mídia registra que essa é a maior perda de empregos absolutos desde 2009 (ano em que o PT já governava).
Cada vez que toca o telefone, o trabalhador brasileiro pensa: “estou demitido”. É possível viver assim?
A falta de emprego aumenta assim como os produtos essenciais nas prateleiras do supermercado.
Aliás, aumenta assim como o período de trabalho que os profissionais precisam para se aposentar…
Ora… O PT não é o partido dos trabalhadores?
Então porque ferra tanto os trabalhadores?
Será que seus membros se venderam às elites para se manter no poder a qualquer custo? É de se pensar…
Construção Civil
Outra notícia que me surpreendeu (negativamente, claro) foi a de que, segundo o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, o setor da Construção Civil pretende demitir 480 mil pessoas em 2015, em função da desaceleração de atividades e, também, em razão da oneração em folha de pagamento.
“A situação está muito grave. O Governo não está atento, não está sensibilizado. Já tivemos (em 2014), 270 mil demissões e estamos com expectativa de 480 mil demissões para este ano. É um total de 750 mil demissões só no nosso setor”, explicou Ferraz Neto à Jovem Pan.
Enquanto as centrais sindicais se manifestam em prol da redução de jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salário, o “governo dos trabalhadores” pensa na possibilidade de propor reduções de jornadas para as empresas, com um salário menor, no sentido de conseguir ajustar a produção à demanda.
A política econômica do País está refletindo diretamente no setor da Construção Civil, que responde por 16% do PIB brasileiro. E a oneração influi diretamente na saúde financeira das empresas, já bastante debilitadas.
Afora isso, o Banco Central acaba de anunciar um aumento de 41% na energia e de 9% na gasolina.
A meu ver não resta outra alternativa a não ser a de uma greve geral, pois, só no setor da Construção, o número de desempregados já soma 31,94%.
Dilma deveria trabalhar em pesquisas contra o câncer. Se ela está acabando com o Brasil, quem sabe ela não acaba com o câncer também…

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

 

 

 

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