Desemprego sem freios

Em artigo recente, argumentei, dentro de dados oficiais do CAGED/MTE, que o Brasil terminará 2015 com 1,4 milhão de perdas de postos de trabalho formais.

Não contei, portanto, os trabalhadores que se encontram na informalidade. Aí, o número cresceria, segundo dados oficiais, a 8,3%.

Pois bem. Logo depois do meu exercício -um tanto quanto pessimista, mas realista -, Dilma Roussef mandou para a Câmara Federal o projeto de Orçamento da União para 2016, com déficit de R$ 30,5 bilhões.

Com isso, as agências internacionais deverão rebaixar a nota de crédito no país.

Sem poder de decisão, o governo petista de Dilma Roussef terceirizou responsabilidades, transferindo-as para o Congresso com o intuito de dividir decisões próprias do Executivo.

Mas continuemos a analisar os efeitos do roubo do orçamento.

Não é difícil chegar à conclusão que empresas e investidores, diante do fato sem precedentes, vão desconfiar ainda mais dos rumos do País e, nele, deixarão de investir, agravando ainda mais o cenário econômico, a bancarrota em qual a Nação se encontra e, consequentemente, as possibilidades de emprego.

Sim. Prevejo o agravamento da crise de empregabilidade no Brasil. Estou com o senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), quando ele diz que mais de 29 milhões de brasileiros estão sem emprego e não apenas 8,3%, como Dilma quer nos fazer acreditar.

Óbvio que a solução para esse tenebroso estado de coisas só virá com o equilíbrio das contas públicas.

Dilma não leva em consideração, jamais, que o governo deve cortar a própria carne. Por isso, quer aumentar impostos. Acreditava, aliás, na volta da CPMF, o imposto do cheque, cuja proposta foi rechaçada inclusive por seus aliados. Algumas propostas que faço:

. Vender ativos;
. Baixar a taxa de juros;
. Deixar que a lei de mercado controle a inflação;
. Incentivar os nossos produtores e a nossa indústria.

Agir assim parece fácil, mas não é. Dilma está comprometida com seus aliados até o pescoço. Disse que iria extinguir dez ministérios e nada fez. Está colhendo o resultado, nefasto, das pedaladas fiscais que realizou em 2014 para, assim, manter o projeto de poder a qualquer custo do PT.

Não precisa ser cartomante ou adivinho para saber que o futuro assume a condição de desesperador.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

siga-nos