Desgoverno de Dilma provoca forte retração no financiamento imobiliário

A falta de governança do governo petista de Dilma Roussef continua em sua saga de manter o poder a qualquer custo deixando vítimas pelo caminho.
Uma dessas vítimas é o setor da Construção Civil, dos mais importantes para o crescimento do País.
Exemplo é o financiamento imobiliário, que teve forte retração no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período de 2014.
De janeiro a março últimos foram financiados, com dinheiro da poupança, R$ 24,070 bilhões, ou seja, 4,2% menos do que nos três primeiros meses de 2014.
Segundo dados da Abecip (Associação do Crédito Imobiliário), trata-se da primeira retração para o período em análise desde 2002.
Vale a pena ressaltar que o governo de Dilma, com suas turbulências causadas pela corrupção desmedida, promoveu uma queda de 11,6% no número de imóveis construídos.
Como explicar resultados tão negativos? Ora, é fácil. Roussef está colhendo os frutos da falta de confiança do mercado e da população em sua política econômica, também responsável direta pela redução de lançamentos e na atividade da Construção Civil.
Mais por falta de dinheiro do que por medo de uma péssima administração (aliás, os dois argumentos estão ligados umbilicalmente), houve uma forte retirada de recursos da poupança pela população.
Como prova, basta dizer que em 2015 a poupança já perdeu R$ 30,2 bilhões.
E mais: podemos dizer que pobre não pode comprar sua casa.
A Caixa cumpriu o favor de reduzir o percentual de financiamento de imóveis usados para 50%, o que é decisivo para estancar a vitalidade do mercado.
Luz amarela?
Bem… Eu diria que a luz do farol do setor da construção já avermelhou como tomate maduro. Saída de curto ou médio prazo, a meu ver, não existe. Mas sempre há remédios paliativos.
Robson Cruz, vice-presidente de Habitação do Sinduscon, após afirmar que o crédito imobiliário foi afetado no início de 2015 pelo atraso da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, expõe uma reivindicação do setor.
Trata-se, segundo ele, de uma liberação maior de recursos do empréstimo compulsório (parte dos depósitos retida no Banco Central).
Com efeito, assim seria possível liberar mais de R$ 50 bilhões para financiamento, apenas mexendo no compulsório, sendo uma forma de contornar a falta de recursos da poupança enquanto não surgem novas formas de financiamentos.
Tal fórmula seria capaz de revigorar o setor da Construção Civil. Mas, para isso, é necessária vontade política.
Mais do que vontade política, aliás, é fundamental que o governo governe e que Dilma assuma a Presidência de fato, o que até agora não aconteceu.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP)

 

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