Dilma intimida instituições e repete ações do regime militar

A violência sempre tem razão quando você é o vencedor. Esta parece ser a filosofia máxima do PT de Dilma Roussef. A presidenta está acuada. Vendeu os dedos para segurar os anéis do poder. Em sua reforma ministerial, deixou o País à guisa das vontades do PMDB e de seu criador, o Lula. Com isso, virou uma triste figura decorativa.
Como se não bastasse, Dilma, ensandecida pelo cargo que efetivamente já não é mais dela, sai, ditatorialmente, atacando e intimidando instituições que fazem parte do regime democrático conquistado a duras penas contra o regime militar, contra os anos de chumbo dos quais foi vítima.
A mandatária sabe que o Tribunal de Contas da União (TCU) descobriu -e desaprova -suas pedaladas fiscais, manobra utilizada eleitoralmente para esconder o rombo das contas públicas em 2014.
Isso pode levar ao impeachment da presidenta que, sabedora de sua insustentável situação, procura jogar água no TCU mediante intimidação grosseira.
Como resposta, o PSDB, através de Aécio Neves, e líderes de oposição a Roussef, se reuniram com o presidente do TCU, ministro Aroldo Cedraz.
Na ocasião, manifestaram solidariedade à instituição, rechaçando a pressão política contra o Tribunal.
Inebriados por um poder que não mais mantêm, baluartes da administração petista pediram o afastamento do ministro Augusto Nardes, relator das contas do governo no TCU.
“Esse governo do PT não satisfeito em destruir a economia do país, não satisfeito em mergulhar-nos em uma das mais graves crises sociais da nossa história contemporânea, agora pretende solapar as nossas instituições com as ameaças que faz ao Tribunal de Contas. Não permitiremos que isso ocorra”, defendeu Aécio Neves, com muita propriedade.
Estamos vivenciando, meus caros leitores, um regime de exceção pleno e cruel, que só faz pressionar o Brasil e seu povo a suportar uma situação criada pelo próprio governo. E insustentável!
Quebrado política, econômica e socialmente, o nosso País vai perdendo credibilidade para um conjunto de ações permeado por desvairada corrupção.
Fiquemos atentos a tudo isso.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP)

 

Maquiagem fiscal
A investida contra o TCU começou no domingo, quando os ministros e o advogado-geral da União, ligado à presidente da República, pediram o afastamento do ministro Augusto Nardes, relator das contas do governo no tribunal. Apesar da manobra, o presidente do TCU manteve o julgamento marcado para esta quarta-feira (07/10).
“Esse governo do PT não satisfeito em destruir a economia do país, não satisfeito em mergulhar-nos em uma das mais graves crises sociais da nossa história contemporânea, agora pretende solapar as nossas instituições com as ameaças que faz ao Tribunal de Contas. Não permitiremos que isso ocorra”, defendeu Aécio.
O presidente nacional do PSDB afirmou ainda que o advogado-geral da União lidera a operação de intimidação contra o TCU e tem se notabilizado pela defesa de ilegalidades cometidas pelo governo federal, agindo como um advogado da presidente Dilma Rousseff. Aécio criticou o governo petista por politizar um julgamento de natureza técnica.
“A politização veio exatamente do governo federal, da AGU. O advogado-geral há muito deixou de ser advogado-geral para ser um assessor político da presidente da República, inclusive atacando a oposição. Estamos assistindo talvez à mais triste página na história da Advocacia-Geral da União. O advogado-geral deve tradicionalmente aconselhar o presidente da República para que os seus atos tenham a garantia da legalidade. O que estamos assistindo é o advogado-geral defender, de forma permanente e reiterada, ilegalidades”, afirmou o senador.
Papel das oposições
Aécio ressaltou que o papel das oposições neste momento é garantir a independência do TCU e de outras instituições que investigam casos de corrupção no governo federal e na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff. O TSE decide hoje a abertura de investigações sobre os recursos usados na campanha eleitoral da presidente Dilma. O pedido de investigação foi feito pelo PSDB à Justiça eleitoral.
“O nosso papel é blindar as nossas instituições. Seja o Tribunal de Contas, seja o Tribunal Superior Eleitoral que, hoje à noite, deve retomar o julgamento de uma ação investigativa em relação às contas da presidente da República. Nós, da oposição, não vamos definir qual será o desfecho dessa crise, mas o nosso papel é garantir que as nossas instituições funcionem na sua plenitude, que ajam com independência, que ajam com a coragem que têm agido até agora”, ressaltou.

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