Dilma se prepara para lançar novo pacote de maldades

E lá vou eu dizer, pela milésima vez, que o governo petista de Dilma Rousseff tem um problema crônico, característico das ditaduras ferozes: o de não dialogar com os trabalhadores, através de seus sindicatos e centrais trabalhistas.
Apenas um dia após o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, anunciar a criação do “Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda e da Previdência Social”, que democratizaria decisões, vem a notícia, alarmante, por sinal, de que Dilma quer estabelecer novas regras para as aposentadorias por invalidez e para o auxílio-doença.
Ou seja: o governo convoca o diálogo, mas, antes de estabelecê-lo toma sua decisão e empurra goela abaixo da classe trabalhadora, numa clara demonstração de esquizofrenia social.
A mandatária de um partido que se diz dos trabalhadores pretende aumentar a carência exigida como contribuição mínima para que o profissional possa receber seu suado benefício, passando de 12 para 24 meses.
Não, companheiros e companheiras. Não fiquem incrédulos ainda. Pois tem mais.
Dilma quer uma reforma nas regras previdenciárias para evitar casos crescentes de beneficiários que recebem o auxílio-doença.
Em doença, vale parênteses. Alguém aí já passou por um perito do INSS para que este indique se a pessoa está bem ou não para voltar à ativa? Ora, a pessoa pode se reincorporar, levar atestado de óbito que, mesmo assim, será considerado portador de saúde perfeita. Ou não?
Estou com o presidente da Força Sindical, que ameaça abandonar o propalado Fórum.
Miguel Torres diz: “O discurso do governo é, na teoria, maravilhoso, mas não condiz com a realidade”. Como confiar no processo de diálogo defendido pelo ministro se, com o governo, diálogo é palavra que não existe? ’’

O Planalto deve apresentar às centrais sindicais essas outras propostas que visam reduzir as despesas anuais, como parte do ajuste fiscal para ajustar as contas públicas.
O que o governo quer é cumplicidade em seus atos de ataques contumazes à classe trabalhadora.
A Força denomina essas alterações como ‘’pacote de maldades’’.
No pais há quatro milhões de aposentados por invalidez, o que corresponde a um gasto de R$ 40 bilhões por ano.
“De antemão informamos que repudiamos veementemente propostas como essas, que buscam, somente, fazer com que o governo reduza suas despesas com a retirada, de forma sumária, dos direitos dos segurados. Justamente daqueles que mais têm necessidade de recursos’’, afirma Miguel Torres com o meu mais robusto apoio.
Entendo a crise. Entendo as dificuldades. Digo, ainda, que elas foram criadas pelo próprio PT em sua insana busca de se manter no poder a qualquer custo. Mas mexer em direitos do trabalhador nunca será a saída mais razoável.
Empurrar doente na ladeira é o cúmulo da insensibilidade social.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual

 

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