Em memória das vítimas de acidente de trabalho

28 de abril é uma data difícil. Especialmente dura para os trabalhadores da Construção Civil, setor de atividade que mais mata no Brasil.
Pois bem. É no 28 de abril que se celebra o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho.
Haja minuto de silêncio. A gula dos patrões por lucros indiscriminados, sujeita os profissionais a situações inseguras para operar suas funções devidamente.
Os empresários pagam salário de fome. Terceirizam serviços contratando gatos que, normalmente, não reúnem a infraestrutura da construtora titular, nem seus aparatos de segurança.
A paga é pouca. Diante disso, o trabalhador, para ganhar dinheiro a mais, se submete às famigeradas tarefas, jornadas duras de até 15 horas de batente.
Ninguém aguenta. O cansaço é o pior inimigo da concentração. Assim sendo, companheiros ou morrem ou ficam mutilados nos canteiros de obras.
O nosso Sindicato tem sua equipe de fiscalização. E ela é das mais atuantes. Todavia, fica difícil verificar cerca de 10 mil canteiros espalhados sob sua influência.
É necessário, lógico, que as autoridades públicas tenham maior número de fiscais e devidamente qualificados. Lutamos por isso de forma permanente.
No entanto, o que mais mata, mesmo, é o elevado grau de indiferença do patrão para com seus recursos humanos.
Triste ressaltar esse estado de coisas, especialmente quando se sabe que certas construtoras estão atoladas até o pescoço na Operação Lava-Jato, por desvio de dinheiro e pagamento de propinas.

 

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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