Festa de 1º de Maio reivindica geração de empregos e garantia de direitos

Mais de 500 mil pessoas compareceram à Praça Campo de Bagatelle para comemorar o 1º de maio, Dia do Trabalho, da Força Sindical, central trabalhista à qual o nosso Sindicato (Sintracon-SP) é filiado.
Antonio de Sousa Ramalho, que é líder da categoria dos trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, esteve no local e defendeu, em discurso e entrevistas, diversas bandeiras de luta.
“Queremos geração de empregos, garantia de direitos, a adoção de uma política de valorização do mínimo e dos aposentados. Exigimos, ainda, que não se retire direitos do trabalhador numa possível reforma da Previdência. É amplamente necessária a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, juros menores e a correção do Imposto de Renda. Temos 11 milhões de desempregados, recessão, crise política. O Brasil está parado”, disse Ramalho da Construção, como é mais conhecido.Ao saber que a presidenta Dilma Roussef tinha acabado de anunciar reajustes para beneficiários do Bolsa Família e a correção de 5% na tabela do Imposto de Renda, o sindicalista, que também é deputado estadual pelo PSDB de São Paulo, disparou:”Trata-se do velho lance político, cercado de oportunismo. Por que ela não fez isso antes, quando ainda não era, como ela mesmo diz, uma carta fora do baralho? Essa senhora jamais quis dialogar com os trabalhadores. Foram raras as vezes que recebeu as centrais sindicais. Reivindicações como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem diminuição de salário, jamais foi sequer analisada pela petista. Agora, de forma cínica, lança um pacote de bondades. Mas o povo brasileiro sabe quem é Dilma e do que ela é capaz”, desabafou Ramalho. O deputado federal Paulinho da Força foi outro que denunciou o pacote de bondades de Roussef.”O PT fala tanto em vingança na questão do encaminhamento do impeachment da presidenta. Mas o anúncio do reajuste da Bolsa Família e do Imposto de Renda, também parece uma vingança, uma tentativa de sabotar o vice-presidente Michel Temer que, em pouco tempo, deverá substituir Dilma”, ponderou Paulinho.Vale ressaltar que ambos os aumentos já estavam previstos no plano de governo desenhado por Temer. “A presidenta resolveu se antecipar, de forma oportunista e execrável, coisa que nós não podemos aceitar. Embora a gente queira a correção da tabela do imposto de renda, é importante lembrar que eles estão nos devendo 72%, e não 5%. Os 5% não cobrem nem a inflação do ano passado”, explicou Paulinho da Força.A Central promotora do evento pede a mudança da política econômica para o país sair da crise. O lema escolhido pela Força Sindical neste ano é o de gerar empregos e garantir direitos. O Ato teve apresentação de diversos artistas, a maioria, cantores sertanejos, além de sorteio de carros e apartamentos.AutoridadesRenomados dirigentes sindicais, da Força e de outras Centrais Sindicais, e deputados fechados com os anseios do povo brasileiro, como Major Olímpio e Augusto Coutinho (Solidariedade SP e PE, respectivamente), Mendonça Filho (DEM-PE) e Antonio Imbassay (PSDB-BA), entre outros, além da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), externaram todo o seu descontentamento pela severa recessão que o País vem atravessando e pela necessidade de mudanças urgentes no comando da Nação.Miguel Torres, presidente da Força Sindical, afirmou que “mesmo em um momento tão difícil para a classe operária não podemos deixar de comemorar este dia porque queremos a unidade do país em torno de ideais. A taxa de desemprego já atingiu os dois dígitos. Precisamos mudar o eixo da política econômica que está favorecendo só o capital especulativo”, concluiu.

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