GBN não respeita os direitos de 330 operários

A semana foi atribulada na sede do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo). O Departamento de Base, que faz a verificação de ações contra os direitos dos trabalhadores, recebeu desde segunda-feira, grupos de operários da GBN Construções, que foram dispensados e sem perspectivas de receberem os seus direitos.
 
A situação é considerada gravíssima pelo presidente do Sintracon-SP, Ramalho da Construção, que conversou com os operários, cerca de 80, na manhã desta sexta-feira, 7 de abril.
 
“A GBN é velha conhecida aqui do Sintracon-SP. Constantemente coloca os trabalhadores nesta situação e o sindicato se empenha para auxiliar. A situação é crítica. São 330 operários que estão sendo prejudicados. A minha orientação no atendimento é de ressalvar os direitos dos trabalhadores e dar todo o suporte até mesmo entrar na Justiça do Trabalho”, explicou Ramalho da Construção, enfatizando que o correto é sempre falar a verdade ao trabalhador.
 
Ele disse também aos trabalhadores que hoje existe uma demora na Justiça do Trabalho, devido à grande demanda de processos. “Em média há uma espera de no mínimo oito meses para o caso entrar em julgamento. Isto para a primeira audiência. O Sintracon-SP tenta auxiliar na intermediação para que as pendências sejam realizadas para evitarmos este transtorno ao funcionário”, completou.
 
A gerente do Departamento de Base, Ana Paula Tavares, explicou que a situação dos 330 funcionários da GBN é desagradável, principalmente pela forma com que a empresa conduz as tratativas. “Em conversa com o responsável pela construtora, Gilvan Batista Nascimento, fui informada que não havia dinheiro e tampouco perspectiva para o pagamento”, comentou.
 

 

Segundo ela, além do não pagamento das rescisões, foi apurado que há cinco meses não estão sendo recolhidos os depósitos de FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). “Vamos continuar o nosso trabalho com a orientação aos funcionários, com suporte jurídico para resolver esta situação”, completou Ana Paula Tavares.

 

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A situação para os operários da GBN está complicada; empresa não faz depósitos do FGTS 

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