Governo adia divulgação do relatório da reforma da Previdência

Arthur Maia (PPS-BA), relator da reforma da Previdência, solicitou ao presidente da comissão especial da Câmara, Carlos Marun (PMDB-MS), o adiamento da leitura do processo, que estava programada para a manhã desta terça-feira, devido a pressão da bancada feminina da Casa.
 
A leitura foi reagendada para a manhã desta quarta-feira, 19, e o intuito é rever a idade mínima de aposentadoria para as mulheres. De acordo com a bancada feminina, as mulheres devem conquistar a aposentadoria antes dos 65 anos.
 
Na noite desta segunda-feira, a bancada, composta por sete deputadas e uma senadora, se reuniu com o presidente da República, Michel Temer, para discutir a proposta. A solicitação, no entanto, foi a diminuição da idade mínima de aposentadoria, considerando o trabalho doméstico como um fator que dificulta as atividades profissionais. A proposta ainda é motivo de discordância entre os poderes.
 
O relatório, entretanto, será apresentado nesta quarta, às 9 horas, na Câmara dos Deputados, pelo relator Arthur Maia, em um café da manhã organizado pelos membros do colegiado.
 
 Resistência
 
As entidades sindicais, por sua vez, organiza, ao lado de estudantes e movimentos sociais, uma forte mobilização no dia 28 de abril, para enfrentar as propostas do Governo Federal que acabam com os direitos conquistados pelos trabalhadores e aposentados.
 
Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, no dia 28 de abril, o Brasil vai se reunir por um só objetivo: lutar contra a reforma da Previdência.
 
“O intuito da mobilização do dia 28 de abril é mostrar o quão insatisfeito estamos com essa proposta do Governo Federal de acabar com os direitos que nós, trabalhadores, conquistamos em todos esses anos de luta. Por isso, nomeamos essa manifestação de ‘O Dia Nacional de Lutas’”, afirma Ramalho. 

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