Governo Dilma enfia a mão no FGTS do trabalhador

No conjunto de escândalos envolvendo propinas, corrupção e má administração do dinheiro público feito pela petista e presidenta, Dilma Rousseff, não é raro se escutar: “Quando isso chegar a outras fontes de ladroagem, como nas empresas de eletricidade e principalmente no BNDES, nada parará mais em pé no Brasil”.
Pois bem. Numa manobra das mais cínicas, Dilma e sua política econômica lançam mão do dinheiro sagrado do trabalhador, o depositado no FGTS, para cobrir rombos de quem? Do BNDES, claro…
No último dia 26 de maio, o Conselho Curador do Fundo de Garantia aprovou a liberação de R$ 10 bilhões para o alvo maior dos desvios do erário, o BNDES, que emprestou dinheiro a rodo -e de forma nem sempre consequente -para eternizar o PT no poder.
Após prometer um mar de tranquilidade e progresso em seus discursos de candidata à Presidência, Dilma assumiu o governo pela segunda vez consecutiva e, ao longo dos últimos meses, nada mais fez a não ser ginástica para cobrir rombos de instituições públicas.
E haja rombo, caros leitores. Haja rombo.
Na questão do FGTS, o que se esperava, minimamente, é que o reajuste do dinheiro do trabalhador fosse melhorado até o limite da decência.
Todo mundo sabe que, hoje, as contas do Fundo de Garantia são corrigidas pela TR mais 3% ao ano, o que já é um assalto institucional a mão armada.
Como atenuante para enfiar a mão no pudim da classe trabalhadora, os “matemágicos” prometem um novo fundo, com ganhos maiores, além da criação de um fundo de investimentos destinado a projetos de infraestrutura.
O Conselho decidiu permitir, também, que os trabalhadores utilizem até 30% do saldo de suas contas do FGTS para investir nesse novo Fundo, assim como, anos atrás, fez ao acenar com a possibilidade de compra de ações da Petrobras, com triste desfecho de ladroagem flagrante.
Não dá para se levar a sério medidas propostas por uma administração que perdeu sua credibilidade perante o povo.
Sem um mínimo de credibilidade, governo algum pode tomar sequer um copo d’água sem padecer de desconfiança.
Faça-se uma pesquisa, pois o Brasil é o País das pesquisas, junto ao povo sobre esse assunto. Dilma tem coragem para tanto?
A proposta, na verdade, visa enfraquecer o projeto de lei do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de subir a correção do FGTS de 3% para 6% mais TR.
O governo se opõe à nova correção, justa, por sinal, porque ela encareceria os financiamentos de imóveis populares.
Uma proposta do setor da construção civil para aumentar o teto do imóvel dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida, hoje em R$ 190 mil, não foi sequer analisada pelo Conselho.
Isso quer dizer que o governo Dilma não quer diálogo. Troca-o pela imposição característica dos ditadores.
E assim, de forma autoritária, a administração petista continua aumentando impostos, luz, gasolina, robustecendo a inflação e subtraindo o dinheiro do povo. Uma desgraça!

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

 

 

 

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