Governo não corta desoneração da construção civil

O presidente da República, Michel Temer, na quinta-feira (30 de março), anunciou o fim da desoneração da folha de pagamento para cerca de 40 mil empresas. A mudança atinge 50 setores, entre eles: têxtil, calçados, eletroeletrônico e tecnologia da informação. Em contraponto, o setor da construção civil não sofreu com a medida.
 
Para o presidente do Sintracon-SP (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo), Ramalho da Construção, trata-se de um incentivo do Governo Federal para recuperar o crescimento da categoria e do Brasil.
 
“Quando me reuni com o presidente Temer em Brasília, no fim do ano passado, conversamos sobre o crescimento da categoria que mais emprega no Brasil: a construção civil. Ele, entretanto, me prometeu que iria investir no setor para abrir novas vagas de empregos e, assim, melhorar a situação econômica do País. Portanto, parabenizo o Governo Federal pela isenção da construção civil neste pacote de ônus. Dessa forma, acreditamos que as construtoras continuarão contratando mais operários”, conta Ramalho.
 
Incentivo
 

 

A desoneração da folha de pagamento, criado no governo anterior, é um incentivo para livrar as empresas de alguns tributos que somam milhões ao ano. Com o fim da desoneração, as empresas voltarão a pagar alíquota de 20% de contribuição previdenciária -hoje pagam 4,5% sobre o faturamento. 

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