Governo não quer corrigir seus erros. Poupa a elite. E ataca a Previdência

Foto: Tax Credits (taxcredits.net)
 
12 milhões de desempregados. O brasileiro está na maior draga. Latindo no quintal para economizar cachorro.
Para garantir o leite do caçula, entra no cheque especial. Paga ao banco 315,71% de juros ao ano. Apela para o cartão de crédito. Desembolsa 470% de juros ao ano. 
Pois bem. Enquanto o trabalhador está num quarto redondo procurando canto, o governo continua fazendo das suas.
Como alvo, não tem banqueiros. Não mira as elites. Não quer coibir a corrupção, que drena a economia do País.
Nada disso. A solução para a crise é tirar antigas conquistas dos trabalhadores.
Os paladinos da administração Temer descobriram o grande problema da Nação: a Previdência Social.
Andaram soltando um balão de ensaio na mídia propondo uma reforma previdenciária, no mínimo desastrosa, propondo criar barreiras (sólidas como a que rompeu, acabando com o Vale do Rio Doce) e dificultar as regras para aqueles trabalhadores com até cinquenta anos.
Se bem entendi, o governo pretende instituir um pedágio entre 40% e 50% para aqueles trabalhadores que tiverem cinquenta anos ou mais.
O artifício, mal-intencionado, não passa, lógico, de uma forma de diminuir direitos, utilizando artifícios para penalizar os menos favorecidos.
Ora, as centrais sindicais vivem batendo na mesma e correta tecla: mudanças na Previdência têm de levar em consideração que a Instituição é um patrimônio do trabalhador e do cidadão brasileiro.
Que o governo, antes de causar polêmicas, corrija seus erros como, por exemplo:
. As concessões da desoneração da folha;
. As isenções às entidades filantrópicas;
. A melhoria da fiscalização da Previdência Social, por meio do aumento do número de fiscais em atividade, e o aperfeiçoamento da gestão e dos processos de fiscalização;
. A criação de Refis para a cobrança dos R$ 370 bilhões de dívidas ativas recuperáveis com a Previdência Social e a destinação à Seguridade/Previdência das receitas fiscais oriundas da regulamentação dos jogos, em discussão no Congresso Nacional, entre outras.
São bandeiras das centrais que devem ser discutidas à exaustão antes de uma ditatorial política de goela abaixo.
O resto não passa de lã caprina. Conversa para boi dormir.
 
Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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