Governo quer mais impostos. Se vira nos trinta, brasileiro!

O brasileiro trabalha cinco meses do ano exclusivamente para pagar impostos e, assim, manter o governo federal em seus hábitos nababescos.
Agora, com a intenção da petista Dilma Rousseff de retornar a CPMF (conhecida como o imposto do cheque), com alíquota de 0,2%, a coisa piorou, ou seja, o trabalhador vai suar seis meses ou mais para pagar tributos.
Se ao menos a proposta governamental se destinasse a mais educação, saúde, habitação, segurança pública e abertura de estradas, entre outras iniciativas de caráter social e destinadas ao progresso da Nação, tudo bem. Até poderíamos avaliar a questão.
Mas aí vem a pergunta: Quem acredita em Dilma Rousseff e em seu governo um tanto quanto desamparado, desacreditado e criticado até pelos seus pares?
A proposta da CPMF terá que forçosamente passar pelo crivo do Congresso, onde a esmagadora maioria das lideranças já se pronunciaram contra a medida.
Vai passar? Não vai passar? Depende muito de com quem a mandatária combinou seu lance no tabuleiro do xadrez político.
Uma coisa é certa, devidamente, aliás, anunciada pela mídia: nem mesmo seu fiador, o Lula, ficou sabendo do teor do pacotão, o que não deixa de representar um certo distanciamento do ex-presidente com relação aos destinos da administração de Rousseff.
A CPMF é mais uma forca no pescoço da classe trabalhadora. Quanto mais impostos, menor a produção. Quanto menos a produção, maior o desemprego. E por aí gira a roda de infortúnios.
E digo mais: o único objetivo da CPMF é cobrir o gigantesco rombo nas contas do governo, provocado pela gula do PT de se manter no poder a qualquer custo.
O buraco cavado por Dilma em torno de si mesma é maior do que o do Grand Canyon.
Nessa altura do artigo, os mais otimistas hão de questionar: “Mas Ramalho, o governo anunciou, também, cortes na própria carne”.
E eu respondo que tais cortes fazem parte do seriado “me engana que eu gosto”. Não vai cortar nada, pois Dilma está enredada por sua política de alianças.
E fez tais conchavos com instituições e gente que, salvo honrosas exceções, não têm compromisso com os destinos do País.
Diz o governo que o rombo no orçamento é de R$ 30,5 bilhões, quando se sabe que é muito maior do que isso ao se levar em consideração o estado, já famélico, de um povo endividado até o pescoço e com nome inscrito no SPC. Aí, a soma do horror beira os R$ 80 bilhões.
Como sou da Construção Civil, vou analisar um pouco o corte anunciado de R$ 4,8 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida.
Ora. O setor da Construção é responsável por 60% dos investimentos produtivos. Portanto, pode ser considerado como fundamental para a retomada do crescimento econômico. Assim sendo, quanto mais for afetado pelas novas medidas, mais tardia se tornará a recuperação do Brasil.
Dilma Rousseff, a meu ver, jogou sua última cartada. Trata-se de uma presidente com enorme índice de rejeição popular. Pode ter assinado seu canto do cisne. O último canto.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual (PSDB-SP)

 

 

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