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Greve: Construtora Tegra paga tarefa por fora e trabalhadores cruzam seus braços

Foto: Arquivo Sintracon-SP

PUBLICADO EM 22/07/2020

Nesta quarta-feira (22), cerca de 500 trabalhadores de quatro obras da Construtora Tegra realizaram, junto com o sindicato da categoria, um segundo dia de paralisação. O motivo das greves é por conta de problemas com pagamentos e alimentação.

De acordo com a diretoria do sindicato, trabalhadores da construtora recebem pagamentos que não são registrados no holerite. Essa prática, segundo o presidente da entidade sindical, Ramalho da Construção, é comum na construção civil e prejudica drasticamente os funcionários.

“Muitas empresas pagam as tarefas por fora. Elas fazem isso para economizar e não pagar os encargos que vão para os próprios trabalhadores e também para o Governo. Essa prática é contra as leis trabalhistas e o nosso sindicato está pronto para bater de frente com todas as empresas que praticam essa ilegalidade”, comenta Ramalho da Construção.

Além das tarefas, a construtora oferece alimentação nesses canteiros de obras, o que é contra a convenção coletiva da categoria, que foi acordada e assinada pelos trabalhadores e patrões do setor.

De acordo com a Cláusula Terceira do documento, o bandejão pode ser “concedido apenas em situações excepcionais e demanda ajuste prévio entre a empresa interessada e o Sindicato patronal (Sinduscon-SP) e Sindicato profissional (Sintracon-SP)”, o que não foi feito neste caso.

Segundo a diretoria do sindicato, os trabalhadores sempre reclamam dos alimentos. Alguns relatam que contraem doenças através da comida oferecida pela empresa e outros se queixam da qualidade das refeições.

Outra reivindicação feita pelos trabalhadores é a questão da PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A Constutora Tegra oferece a vantagem apenas para funcionários da administração, o que, na visão do sindicato, é injusto, tendo em vista que são os operários que colocam a mão na massa para subir o prédio que será objeto de negócio do patrão

De acordo com o sindicato e os trabalhadores do local, as atividades só serão retomadas quando a Construtora Tegra solucionar as três queixas reivindicadas pelos trabalhadores.

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