Idade mínima de 60 anos pode equilibrar contas

Estabelecer uma idade mínima de 60 anos para aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de homens e mulheres já em 2019 pode ajudar a equilibrar as contas públicas e manter o gasto da Previdência Social sob controle. É o que afirma o chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch, David Beker, em estudo sobre a Previdência brasileira, obtido com exclusividade pelo jornal “Valor Econômico”.
Segundo o estudo, a cada quatro anos, seria necessário acrescentar um ano à idade mínima exigida, para acompanhar o aumento da expectativa de vida do brasileiro.
Além disso, o especialista afirma que o equilíbrio da Previdência dependeria também de eliminar as diferenças entre a aposentadoria rural e urbana. Hoje, a aposentadoria rural é concedida aos 60 anos, para homens, e 55 anos, para mulheres, sem a necessidade de contribuir por 30 ou 35 anos com o INSS, como é exigido das trabalhadoras e trabalhadores urbanos, respectivamente.
Em 2015, foram concedidos 816 mil benefícios rurais, com o custo de R$ 644 milhões para os cofres da Previdência. O gasto com os 3,6 milhões de benefícios urbanos concedidos no ano passado foi de R$ 4,5 bilhões.
Discussão adiada
O governo discute uma proposta de reforma desde setembro em um fórum de debates com representantes dos trabalhadores e dos empresários. A idade mínima estudada seria de 65 anos para homens e mulheres.
O vice-presidente Michel Temer também prevê mudanças na Previdência, caso assuma a Presidência. As propostas foram apresentadas no projeto “Uma ponte para o futuro”, no final do ano passado. Segundo o plano, a idade mínima poderia ser de 65 ou 67 anos.
Centrais sindicais se reúnem hoje com Temer em Brasília e apresentarão documento ao vice-presidente, se posicionando contra mudanças na aposentadoria que possam prejudicar os trabalhadores.

Fonte: Jornal Agora

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