Ideias de Haddad costumam naufragar quando postas em prática

“O fluxo permanece. O tráfico não diminuiu. O número de usuários é grande. Hoje, São Paulo tem várias filiais da Cracolândia da Luz. As avaliações do prefeito Haddad costumam ser muito triunfalistas”.
Quem está constatando tais fatos na região da Cracolândia, área central da Capital paulista é uma pessoa acima de qualquer suspeita: o padre Julio Lancelotti, da Pastoral do Povo da Rua.
Através das constatações de Lancelotti, podemos deduzir que o programa Braços Abertos, instituído no início de 2014 pelo prefeito Haddad, está fazendo água por todos os lados.
Segundo usuários, pode-se contar nos dedos os que continuam fazendo parte do projeto malfadado.
O “Braços Abertos” é baseado no conceito de redução de danos provocados pelo consumo de drogas.
Consiste em incluir os usuários em trabalho de varrição de ruas, dando pagamento, hospedagem e alimentação a quem faz tudo direitinho.
No papel, os argumentos do prefeito perfazem uma poesia. Na realidade, um drama.
A tenda dos “Braços Abertos” está localizada no meio do fluxo de comércio do crack.
Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, o cenário, fora e dentro da tenda, é de degradação, com banheiros quebrados, televisão que não funciona e muita sujeira e necessidade.
Tem gente lá que aguarda há meses -alguns até anos -por uma vaga de trabalho. Afinal, precisam de emprego para se levantar na vida.
Num jogo de “Batalha Naval”, muito conhecido, aliás, o tiro de Haddad caiu na água.
O povo paulistano não é bobo. O índice de rejeição da administração de Haddad é enorme.
O filósofo Haddad, cheio de suas certezas, vai colecionando derrotas de suas ideias quando postas em prática.
São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, não é para principiantes.

Ramalho da Construção
Sindicalista e deputado estadual pelo PSDB-SP

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